segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

COMPORTAMENTO: revendo amigos ...

Estive com a Rose Rado!!
amiga, querida, ainda mais depois de dez longos (?) anos....
Incrivel como ha pessoas que são importantes e perseveram no cuidado com seus elos ... A Rose Rado, é uma dessas pessoas, ela cuida - independentemente da ausência de alguns anos - do vínculo que estabelecemos em algum momento... nossas diferenças ideológicas, intelectuais, estéticas sempre nos uniram em longas conversas que jamais chegariam a concensos....

Estar com ela novamente, me fez feliz...
ANGELA R.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

COMPORTAMENTO: o olhar do artista....

Estive entre amigos de amigos. Entre eles, um desconhecido para mim, suado, cansado, recém chegado de um lugar qualquer. Com um olhar triste cantou. Mas, nào foi um simples cantar. Foi, na minha interpretação sempre carregada de parcialidades, uma demonstração ousada de talento escondido, até mesmo para o próprio cantador. Ninguém o conhece, certamente poucos o aplaudem, mas artista que é artista, tem algo que prescinde de aplausos.... o cantar dele me tocou profundamente!
Certamente sei onde encontrar o artista com seu violào, mas o mundo dele é real demais ... não caberia aqui.

a musica pode ser ouvida aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Akxbt5shovw&feature=related

para quem nào gosta do gênero, vale pela poesia:

O som da viola bateu
No meu peito doeu
Meu irmão
Assim eu me fiz cantador
Sem nenhum professor
Aprendi a lição
São coisas divinas do mundo
Que vêm num segundo a sorte mudar
Trazendo pra dentro da gente
As coisas que a mente
Vai longe buscar
Tem verso que fala e canta
O mal se espanta
E a gente é feliz
No mundo das rimas e trovas
Eu sempre dei provas
Das coisas que fiz
Por muitos lugares passei
Mas nunca pisei em falso no chão
Cantando interpreto no chão
A poesiaLevando alegria onde há solidão
O destino é o meu calendário
E omeu dicionário
É a inspiração
A porta do mundo é aberta
Minha alma despertaBuscando a canção
Com minha viola no peitoMeus versos são feitos
Pro mendo cantar
É a luta de um velho talento
Menino por dentro
Sem nunca cansar
(Composição Tião Carreiro)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

COMPORTAMENTO: dicas testadas para um bom Natal...

vi meus amigos
amei o outro


fiz compras




fui a uma quermesse





quebrei protocolos




enfeitei minha casa








dominei minha soberba






pensei sobre tudo isso



Escrevi há algum tempo um artigo sobre tendências para um site de moda e comportamento (http://www.fashionbubbles.com/comportamento/tendencia-na-pos-modernidade/). Naquele momento exaltei a memória afetiva que parece presente até mesmo entre os mais desmemoriados, e no paragrafo conclusivo escrevi que:
"Nada mais moderno e atual que exaltarmos sentimentos, sensações, relacionamentos, relações, cumplicidades, fragilidades, inseguranças. Não ter que ser super herói é realmente apaixonante. Não ter que ser super em quaisquer sentidos essa é, a meu ver, a tendência dos próximos anos! E que não sejam poucos…"

Modéstia sempre à parte, considero esse um dos meus melhores artigos. Penso que a crença na tese que defendemos é sempre determinante na qualidade do que escrevemos.
E, como estamos no momento do ano em que nos permitimos ENXERGAR o outro e a nós mesmos com um pouco mais de sensibilidade, vale aqui eu renovar, numa argumentaçao prática, aquilo que tentei defender teoricamente no referido artigo.

DICAS (testadas) PARA DESACELERARMOS E RESSIGNIFICARMOS O TEMPO NESSE TEMPO DE NATAL:

1 Nada mais atual que darmos vazào à nossa humanidade, nos permitindo sentir amores, saudades, necessidade de ombro, de colo e da inteireza do outro;
2 Somos vulneráveis e fatalmente já estamos nos cobrando sobre o que fizemos e o que continuaremos a fazer, reflir sobre isso com objetividade sem negligenciar nossa INTEIREZA pode ser bastante interessante;

3 ter é fundamental, é bom comer, beber, ter conforto, carro, roupas, SAPATOS, perfumes,casa..... conforto material tem seu preço....... SER é ainda mais fundamental, ter lucidez, serenidade, paz .... conforto existencial também tem seu preço - aliás alt'issimo, diga-se de passagem - pode ser conquistado mas requer açao ...

4 o poder da contemplaçao só é sentido se dominarmos nossa soberba!!
5 um Papai-Noel - ou algo que o valha - na porta de casa, nos faz lembrar quando entramos e quando saimos, que somos UM porque existem OUTROS...

6 perder o medo de sermos demode, de quebrarmos protocolos, de sermos mais autenticos - 'e a meu ver, uma dos melhores ganhos ...
7 prestar atencao a nossa volta, a nossa comunidade, um - BOM DIA! BOA NOITE! , um passeio na quemesse do bairro, pode ser interessantissimo!!!!

8 fazer reuniao com amigos, amigo secreto, dividir um vinho, uma cerveja, curtir qualquer coisa passivel de ser compartilhado fortalece lacos afetivos - e eles s~ao sempre vitais!!!!!!!
9 ....
10 .....
11 ...........
e que lista interessante, assim que testar as demais eu continuo!
Angela R.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

COMPORTAMENTO: (?)

"OS DOIDOS SÓ VÊEM O ESSENCIAL" (C. Portinari).

Angela R.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MÚSICA: se sente não se comenta (?)

Sempre me privei de escrever algo sobre música, por vários motivos:
1) sou ignorante no assunto.... estou sempre desatualizada.... isso é regra e, infelizmente, fato!
2) sou eclética demais - talvez um pecado capital por denotar falta de critérios ou de cuidado para se discernir o bom do ruim...
3) Ouço qualquer tipo de música - MPB, clássica, cult, kitsh - sem nenhuma cerimônia;
4) Sou tão senso comum, que concordo plenamente que há sempre uma hora oportuna para se ouvir musicas de gosto discutível ...
5) Ouço sempre a música preferida do outro contanto que me permitam não gostar;

Mas apesar dessa miscelânia e falta de objetividade, gosto da música que me toca, e que prescinde de comentários, justificativas, contextualizações, racionalizações........Fui a um concerto Da Orquestra de Ribeirâo Preto, ouvi Schubert, Caccini, Bach, Secret Garden....

vale a pena ouvir: Secret Garden - Down of a new century : http://www.youtube.com/watch?v=A87SLaCuwIo
Angela R.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

FILME: COMER, REZAR, AMAR...

Há tempos descobri as delicias do comer por prazer!!!
Me aventurei entre temperos, sabores e misturas pouco palatáveis aos que nào ousam se aventurar. Me aventurei a tal ponto que hoje qualquer massa feita em minutos me dá prazer, do cozimento à degustaçào, parece pouca coisa, mas é muito prazer!

Se rezar é um verbo pouco conjugado , melhor as reticências, que aliás, sào sempre muito, muito recorrentes nos meus textos. Penso que privar o eventual leitor de informações muito íntimas, é respeitoso ... e penso também que o rezar pode ser pouco conjugado justamente por estar sempre no presente, existem várias formas de fazê-lo...

E como diria Carlos Drummond de Andrade, "Que pode uma criatura senão,entre criaturas, amar?". Corpo e alma alimentados apenas subsistem se o amor não estiver presente, ainda que em conjugações pretéritas... mas, na busca de conjuga-lo no agora, vale tudo, de idas e vindas à Europa, à Ásia, à praça mais despretenciosa do bairro....nem sempre é preciso ir tão longe e quanto mais perto, mais rapidamente se conjuga, se eterniza...

O filme é interessante sobretudo por abordar o quanto a busca por si mesmo requer coragem. Escolhas requerem muita coragem. Sair da zona de conforto, por mais desconfortável que ela possa ser, requer muita ousadia! Buscar a verdade no paladar, na transcendência e no amor requer muita, mas muita ousadia!! O correr riscos pode ser decisivo para nos tirar do ostracismo.
Aparentemente comer é menos arriscado que rezar. Rezar pode ser muito mais tranquilizador que amar, mas "o desequilíbrio do amor, faz parte de uma vida equilibrada"...
Nào li o livro, mas o filme é leve e por isso, inspirador até...
Angela R.

sábado, 2 de outubro de 2010

MODA: finalmente um suspiro....


Há tempo não escrevo, especialmente sobre moda.... falta de tempo e sobretudo de foco, mas apesar de novas coisas e coisas novas, as verdadeiras paixões continuam intactas...
A última postagem que escrevi sobre moda referente ao SPFW primavera/verào 2011, foi impublicável.... achei tudo desinteressante, desde as referências às cores, texturas e formas. Não me causaram nada, nem espanto, nem susto, sem estranhamento e, diga-se de passagem, coleção na passarela deve nos tirar no mínimo um suspiro, senão o fôlego.
Hoje, ao ver as criações de Pedro Lourenço na semana de moda Francesa (Verão 2011) me surpreendi, não apenas com a ousadia dos materiais (couro e tule) mas sobretudo com o design arrojado e pouco previsível. De suspiro em suspiro, vi em suas criações algo naturalmente criativo, sem os excessos que denotam claramente a falta de foco do criador!!
E ele que tem apenas 20 anos....
Angela R.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

FILME: cinema, teatro e algo mais....











Revi, mais amadurecida, um dos filmes que lista entre meus favoritos: As pontes de Madison!
A tônica do filme recai sobre as dores de escolhas não assumidas, não vividas, que têm o poder de se tornarem uma contingência pretérita, mas quase absoluta....
O que vale a pena rever, não é apenas a interpretação de Meryl Streep, a melhor dentre todas as que ja vi, mas também o quanto a maturidade pode nos reservar surpresas únicas que apesar da demora, fazem valer uma vida...
O filme nos faz pensar em várias coisas de ordem íntima e pessoal:
a. a maturidade minimiza, e muito, nossos medos;
b. existem experiências tão decisivas que requerem a descoberta de em Eu, até entã0 completamente reprimido, negado ou simplesmente negligenciado;
c. a sensibilidade (visual, olfativa, auditiva, tatil...) nao morre, ainda que nao cuidada;
d. a constância da estabilidade acalma o corpo, por quase matar a alma....
e. a estabilidade de um amor alimenta um corpo e faz sorrir a alma...
Revi o filme para ver a peça ... a experiência do teatro é sempre linda, a sensualidade de Marcus Caruso como protagonista, é demais.... mas, a adaptação nào me agradou, perdeu no palco o que mais emociona na tela. Só vendo para saber a que me refiro!!

Angela R.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

COMPORTAMENTO: voltando melhor...








Viajei no feriado, e foi especial.

Entrei em contato com pessoas que me abasteceram a alma por vezes carente de contatos desprovidos das vaidades que nos esvaziam ... Vi gente se tocando sem malícia, se falando despretenciosamente, se alimentando á beira de um fogão sempre a cozer o próximo prato... Senti gente por perto o tempo todo por mero prazer e não por convenção...Conversei com outras mais que, muito longe dos conceitos e léxicos acadêmicos, me deram aulas de bem viver...
O distanciamento da "complexidade acadêmica" pode nos tornar mais sábios inclusive para nos reaproximarmos dela.....
ANGELA R.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

COMPORTAMENTO: ...o melhor de Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.



Do livro "Para Viver Um Grande Amor".

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

FILME: Tudo pode dar certo...


O título sugere uma comédia romântica com final feliz, MAS, é um filme de Woody Allen; tem o final feliz mas o que prevalece é um convite a algumas reflexões perturbadoras... de questões existencialistas a questões afetivas que nos atormentam a todos, o filme começa tenso e termina deliciosamente leve... contando com artificios que nos grudam na tela e quase nos fazem dialogar com o protagonista, Woody Allen nos tensiona explorando insatisfações amorosas, sexuais e ideológicas para logo em seguida nos agraciar com as mesmas insatisfações sendo curadas pela delícia da simplicidade do amor, do sexo e dos ideais genuinos,despretenciosos, não estereotipados!
Eu, gostei muito!!


ANGELA R.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

FILME: Verônica deseja morrer....





Vi esse filme há alguns dias.... achei o título mórbido mas quis conferir.... hoje senti vontade de falar sobre. O enredo trata basicamente do quanto o DESEJO é vital... é ele que nos alimenta, nos revigora e nos dá a certeza de que no amanhà algo novo pode acontecer.
O futuro deixa de ser assustador quando nos percebemos desejosos de algo que podemos ter.....basta que façamos por merecer....
A personagem do filme não tinha tudo, como era de se supor por sua condiçao familiar, material, profissional.... de seu vazio existencial nasce a decisão de negar a vida!
Sem incorrer em clichês - pelo menos no filme, já que nào li e nào lerei o livro - o filme tem no amor o antidoto, o curativo da alma....Numa trama que envolve distúrbios emocionais, psicológicos e existencias o que prevalece mesmo é uma receita muito simples e certamente eficaz, de dar vida ao melhor que ela nos pode oferecer....
E bom que vendo a trama abstrai a autoria, assim como muitos nào gosto de Paulo Coelho....
Esse filme, visto há mais de 20 dias, hoje me remeteu a um conceito dos mais interessantes:RESILIêNCIA!! Esse termo emprestado da física, pode ser entendido no contexto comportamental como nossa capacidade de voltarmos ao pleno EQUILIBRIO depois de muito estresse e pressão emocional...
Eu recomendo o filme, MAS SOBRETUDO UMA DOSE DE RESILIÊNCIA !
Angela R.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

FOTOGRAFIA: luzes...

Até as coisas menores requerem tempo! Finalmente voltei a fotografar...
Essas sào da minha última viagem!



Eu gostei bastante!! o fogo tem uma carga simbólica interessante!!




















ANGELA R.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

ARTE: Coleçao Nemirovskyi, olhando para os modernistas me senti arcaica...


A Coleçao Nemirovsky - iniciada na década de 1960 pelo casal José e Paulina Nemirovsky- conta com telas de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Lasar Segal, Volpi e Portinari, para citar apenas alguns dos modernistas que a constitui. Emociona a proximidade com algumas das obras que revolucinaram a arte brasileira. Aliás, já disse em outros momentos que artistas e cientistas de maneira geral, merecem toda nossa reverência. Nosso débito com eles é impagável.
Pensar sobre as telas que vi, seria comprometer o prazer que senti ao ver... então, melhor me reportar à Fernado Pessoa: "PENSAR É ESTAR DOENTE DOS OLHOS"...

Angela R.

domingo, 30 de maio de 2010

CINEMA: CHLOE... O preço da traição



Estava muito a fim de ver esse filme por dois motivos: acho instigante quaisquer temáticas referentes à complexidade que é o comportamento humano e também porque gosto de tudo que a Julianne Moore faz, é uma das minhas preferidas.

O filme é de extremo bom gosto, é sensual ao extremo e o roteiro me prendeu na cadeira como poucos. Me fez pensar - e muito - no quanto somos estranhos quando muito vulneráveis e no quanto nossas suspeitas nos fragilizam.Isso em quaisquer situações e independentemente de gênero, me parece algo universal, na suspeita da perda podemos nos perder completamente.
Parcialidades à parte, o certo é que o título em português é uma tragédia. O preço da traição é um título que sugere uma abordagem maniqueísta, inclusive dos desejos e fragilidades humanas o que, a meu ver , pode contaminar drasticamente a interpretaçao do filme. Outro ponto que não poderia deixar passar, é que as vezes o diretor - no caso Atom Egoyan - exagera nas artimanhas quando nao quer que percebamos de imediato algo que só pode se desvelar ao término da trama.
Embora a homosexualidade seja uma das tônicas do filme, o diretor não recorre a clichês. A naturalidade com que a plástica do afeto é mostrada é, em quase todo o filme bastante sutil, o que o torna ainda mais sensual. Pena que a única cena mais "picante" das protagonistas se estende mais do que deveria e, talvez por isso, não convence.
Assim como o título, o final do filme poderia ser melhor... certamente foi o que inspirou seu título em português.
Apesar dessas ressalvas, gostei muito do filme e com certeza recomendo!!
Angela R.

sábado, 29 de maio de 2010

COMPORTAMENTO: filosofando com RADIOHEAD e Marcia Tiburi












Fui a um café filosófico com Marcia Tiburi. Que surpresa boa ver uma mulher bonita, inteligente, descolada e filósofa!! isso, para os iconoclastas é o máximo!! A associação de mulheres bonitas e muito conteúdo intelectual parece surreal para muitos.... gostei muito, não quis participar com questões, porque ela estava sendo muito didática e respeitosa com o público e talvez eu nào conseguiria me fazer tão clara.... apesar do incômodo que isso me causa, resisti bravamente!!!

Dentre as temáticas abordadas estava, como era de es esperar, uma análise existencialista do homem contemporâneo.... me incomodou a análise pouco dialética que ela fez ao insistir na vitimizaçao social e no papel que as tecnologias representam hoje no esvaziamento dos indivíduos.... não gosto dessa unilateralidade......mas gostei do que foi dito, para os iniciados ali, certamente ela deixou seu recado ... além claro, de ter conquistado meu respeito e admiração...... falou dos frankfurtianos, de Debord, e isso foi bem legal ..... são boas referências de leitura.... Dentre os momentos de reflexão surge Radiohead, com Fake Plastic Trees... mais uma escolha feliz.....
vale a pena ouvir aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=CwEeGeLn1E4&feature=related

e pensar sobre:

Um regador verde de plástico
Para uma falsa planta chinesa de borrachana
Terra artificial de plástico
Que ela comprou de um homem de borracha em uma cidade cheia de planos de borracha
Para se livrar de si mesma

Isto a desgasta, isto a desgasta
Isto a desgasta, isto a desgasta

Ela mora com um homem quebrado(sem dinheiro)um homem de poliestireno rachado que só se esfarela e queima
Ele costumava fazer cirurgias em garotas de oitenta anos mas a gravidade sempre vence

E isto o desgasta, isto o desgasta
Isto o desgasta, isto o desgasta

Ela parece ser real
Ela tem sabor de real
Meu amor artificial de plástico
Mas não posso evitar o sentimento
Eu poderia explodir através do teto se eu simplesmente me virar e correr

E Isto me desgasta, isto me desgasta
Isto me desgasta, isto me desgasta
Se eu pudesse ser quem você queria
Se eu pudesse ser quem você queriao tempo todo, o tempo todo


Angela R.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

MODA E TRIBO URBANA: me perguntaram, respondi...


Recebi recentemente o contato da Patrícia, aluna do curso de Moda da Universidade São Judas Tadeu de são Paulo. Ela me "achou" por aqui, e me enviou algumas questões referentes a tribo urbana e moda. As questões foram elaboradas da forma como se apresentam abaixo. Respondi com prazer, pois a palavra sempre me revigora!
************************
1 O que a moda representa na nossa sociedade?

Entendo a moda contemporânea como um fenômeno que lança luz sobre o espírito do nosso tempo, marcado por contradições de todas as ordens, das quais destaco:
a) Globalização e glocalização;
b) Individualismo exacerbado e ascensão de comunidades (tribos urbanas, comunidades virtuais);
c) Coisificação do corpo e tomada de consciência da corporeidade;
d) Estereótipos e padronização da aparência e democratização da moda.
Explico. Desde as décadas de 1980 e 1990 muito tem se falado sobre a globalização da cultura, da economia e da sociedade, assegurada sobretudo por políticas de cunho neoliberal. A globalização desconhece fronteiras e particularismos, mas com ela surge também, como que num processo dialético, a glocalização que corresponde à valorização dos regionalismos e das particularidades culturais de países e regiões.
Quanto ao individualismo, podemos dizer que há muito, perdeu-se a noção do todo. O individualismo em todas as suas manifestações tem repercutido no predomínio do egoísmo que compromete o bem estar social. Mas, como se cansados da solidão, vemos nascerem a cada dia tribos urbanas, comunidades de interesse, comunidades virtuais, que de alguma forma resgatam a troca (ideológica, estética, psicológica, existencial).
No que se refere ao corpo, sabemos também que desde a década de 80 o corpo “perde”seu status biológico assumindo a posição de objeto, passível de ser modificado, transformado, vendido, qualificado, desqualificado, amado e odiado. Se por um lado essa modificação teve um aspecto mercadológico indiscutível, podemos dizer que concomitantemente a isso tem ocorrido a posse do mesmo corpo por sujeitos livres para aderirem à arte do corpo (tatuagem, piercing) e às modificações corporais (body modification) por exemplo, como manifestações de sua corporeidade, ou seja de um corpo que pensa, questiona, reflete, reivindica, que tem autonomia.
Finalmente, no que tange à padronização e democracia da moda, penso que hoje temos o privilégio de sermos iguais se assim o quisermos, e de sermos diferentes sem sermos excluídos. E isso é fantástico. Do ponto de vista prático, a moda hoje passa por um dos seus momentos mais interessantes por assumir a diversidade, de formas, cores, texturas, conceitos e, como não poderia ser diferente, de consumidores de moda. O mimetismo parece não prevalecer e a insistência na vitimização do individuo no que diz respeito à ditadura da moda corresponde a um arcaísmo pouco justificável.

2 Qual o motivo das pessoas se identificarem e buscar um estilo próprio dentro das tribos? A senhora acha que seja uma questão de sobrevivência, segurança?

O ser humano tem um instinto gregário, não se satisfaz com a solidão. A alteridade é imprescindível para sua humanização. É através do outro que o individuo se constitui. Nesse sentido, penso que as tribos urbanas são apenas indivíduos agregados a partir de uma teatralidade que envolve gestos, indumentária, linguagem, produções simbólicas. Inserido em uma tribo, o indivíduo se fortalece e se sente inserido no todo. Vejo as tribos urbanas como algo natural e que responde, à sua maneira, ao individualismo exacerbado que empobrece e enfraquece ainda mais um ser que nunca foi forte ao ponto de prescindir do outro.

3 Quais os aspectos positivos e negativos de seguir um determinado estilo; punk, hippie, clubbers...

Penso que se o indivíduo participa de uma tribo urbana por convicção, por ideologia, e adere com paixão à sua configuração estética, ética, política e cultural, não há nenhum prejuízo no processo de solidificação de sua identidade. Contudo, se o que motiva a participação do individuo em uma tribo é apenas fragilidade estética, ética, política e cultural sua aderência ao grupo não vai assegurar o que ele precisa. Talvez isso explique a existência de tribos urbanas violentas, neonazistas, preconceituosas.
Os hippies e os punks na sua origem tiveram um papel subversivo, ideológico e cultural muito importante. Cada um a seu tempo e à sua maneira contestaram a hipocrisia e a marginalização sócio-econômica com originalidade e sobretudo com bases reflexivas bastante claras. Os clubers por sua vez, deram leveza e cor principalmente aos anos 80, década marcada pela apatia ideológica. Aqui, indiscutivelmente, temos uma tribo marcada pela teatralidade a que me referi anteriormente. E penso que a teatralidade, a ludicidade e a fantasia de maneira geral são relevantes na concepção de formas alternativas de se inserir no todo.

4 No seu ponto de vista quais as tendências dessas tribos para os próximos anos?
Como o mercado de moda pensa sobre esses estilos?

Não tenho a menor idéia se as tribos urbanas vão se multiplicar ou se diluir com o tempo. Mas, penso que o jovem pós-moderno está imerso em um contexto propício para diversas manifestações comportamentais. Da indefinição de valores éticos e da fugacidade da era digital podem surgir tribos urbanas sem roteiros ou novos enredos com elencos que nos surpreendam a todos. O mercado da moda só tem a ganhar com a plasticidade das tribos urbanas. Não são elas que buscam referências na passarela; são elas certamente fontes de ineditismos revigorantes para os criadores de moda. Quanto a isso, não tenho dúvidas.

terça-feira, 25 de maio de 2010

RECEITA: arroz com frango...delicioso...


Sempre que estou com fome e não muito animada para cozinhar, faço essa receita. Não é risoto de frango, mas é um arroz com frango delicioso. Aprendi com minha mãe e fiz algumas adaptações. Vale a pena:

primeiro: frito em pouquíssimo óleo alguns pedaços de frango (à passarinho) sem tempero algum, quando começar a dourar coloco muito alho em pasta, muita cebola, curry, muita páprica e frito até o tempero começar a "grudar"no fundo da panela.

segundo: retiro quase todo o óleo e coloco o arroz e frito um pouco mais...

terceiro: coloco água aos poucos, como fazemos em risotos.... o tempero que "grudou"no fundo da panela se solta e dá um sabor delicioso ao prato.... quando estiver quase pronto acrescente cheiro verde. Eu adoro o sabor do coentro!!!
Para acompanhar uma salada. Optei por cenoura crua ralada, nozes, tomate e rúcula!!
Uma delicia!!!!!!!!!!
p.s. claro que se o frango for temperado com antecedência fica melhor ainda.
Angela R.



segunda-feira, 10 de maio de 2010

CINEMA: finalmente Alice...










Penso que até os menos ligados à sétima arte estavam na expectativa, afinal Alice no Pais das Maravilhas, Tim Burton, Jony Deep e tecnologia 3 d parecem ingredientes no mínimo interessantes. Me sugeriam muitas surpresas e uma adaptação com ares de pós-modernidade ao clássico de Lewwis Carrol.
Mas, nada surpreende, esperava bem mais de uma Alice já crescida... O filme é previsível, mal articulado, nao é inteligente, não é instigante, e não saí do cinema querendo ler Maquiavel, Nietzsche, Sartre, como sugeriram algumas críticas. Aliás, penso que atribuir ao filme uma conotaçao instigante no que se refere a questões psicológicas, filosóficas e políticas é no mínimo uma heresia. Dizer que o crescimento individual em todos os aspectos que lhe são inerentes, carrega consigo angústia, medo, liberdade, escolhas, "bla bla bla"..... e a partir disso referenciar pensadores importantes da filosofia ocidental me parece uma ginática intelectual desnecessária a que obviamente me recuso.
Até o que é bom, no filme é ruim!
Como muitos, achei o figurino maravilhoso, mas digo sem nenhuma ressalva, que ele se "descola" completamente do filme....é tão desconectado que rouba a cena da protagonista que, em várias cenas, se resume a mero suporte para as criações de Collen Atwood ...
Quanto a Jonny Deep, mesmo com uma maquiagem linda e uma interpretaçao interessante, ficou sem cor ao contracenar com a Rainha vermelha interpretada lindamente por Helena B. Carter (a senhora Burton, diga-se de passagem).
Enfim, Alice é apenas um filme para ser visto no domingo a tarde. Reservar um horário nobre pode aumentar a sensação de descontentamento! (Surreal mesmo foi o sucesso do marketing que alimentou nossas expectativas!!)

domingo, 9 de maio de 2010

COMPORTAMENTO: gostava disso já aos quinze....

Há muito nao lia poesia, ao me deparar com Vinicius para a post. anterior, me lembrei de AUGUSTO DOS ANJOS, meu preferido já na adolescencia. Agora, mulher crescida, nao deixei de me surpreender novamente com o poeta e também, vale confessar, com a minha precocidade!!!!!!!! Olha a densidade dissso!


VERSOS INTIMOS

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo, Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!

Augusto dos Anjos

COMPORTAMENTO: ...coisas de filhos

Minha Mãe

Vinicius de Moraes


Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora.
Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fonte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.


Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme.
Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão. que o estudo adormeceu
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me
eu estou com muito medo, minha mãe.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CINEMA: A ilha do medo...


Precisei de dois dias para saber se valeria uma postagem ou não.... continua a dúvida... primeiro, que quando vemos o trailler temos a impressão que se trata de um misto de suspense e terror, mas, na verdade o filme é um drama que aliás, demora a acontecer...segundo, que tenho um problema com o Di Caprio, ele nunca me convence, nao me seduz, talvez com a excessão de Diamente de sangue... terceiro, é incrível a sensaçao de deja vu, quando entendemos melhor a trama -Os outros/O sexto sentido/ e até mesmo o recente Caso 39-parecem ter o mesmo argumento travestidos de diferentes temáticas e abordagens.... mas, como sempre, aqui a parcialidade impera, diga-se de passagem...

Bom, mas a dúvida nao se justificaria se nao houvesse alguns pontos interessantes. Primeiro, o inicio do filme nos condunde, aliás, é explícita a intençao do diretor nesse sentido. Demorei um pouco para me situar o que considero positivo, pois me fez prestar atençao nas virgulas e nao só nas falas... segundo que, a trilha sonora é interessantíssima e faz jus à tese de que a musica é fundamental para assegurar nosso envolvimento emocional com o que vemos; .... e terceiro porque ver Ben Kingsley sempre vale a pena, não importa se protagonista ou coadjuvante, é um dos meus preferidos...

resumindo, na dúvida, vale sim a pena!!

ANGELA R.

domingo, 25 de abril de 2010

COMPORTAMENTO: ser epicurista.....


Há muito, Epiruro quis descobrir o caminho certeiro para a felicidade, algo impensável para muitos hoje.... Apesar das encruzilhadas que inevitavelmente nos confundem, penso que vale a pena revisitar suas idéias e prestarmos mais atençao em nossos próprios percursos....

Dizia Epicuro que nao há como ser feliz SEM AMIGOS, SEM LIBERDADE, E SEM UMA VIDA AUTO REFLEXIVA.... ao pensar sobre, me animei......

Na sua prerspectiva, comer junto a amigos por exemplo, é algo tão necessário quanto a satisfaçao de nossas necessidades biológicas e, ouso acrescentar, que se for comida japonesa, com um papo que nao tem pressa de terminar, melhor ainda....

Quanto à liberdade, não no sentido restrito, mas no mais amplo que se possa imaginar, Epicuro concordaria, penso eu, que é justamente ela que nos garante até o direito de ter algumas amarras, por mais paradoxal que isso possa parecer......

Somando-se a isso, como não poderia ser diferente para um filósofo, Epicuro recomenda uma vida auto-reflexiva, na qual nossos desejos e ímpetos mais instintivos tenham necessariamente que passar pelo crivo da razão ... há a possibilidade de nos curarmos... acho essa, uma das filosofias mais sedutoras, justamente pela sua simplicidade ao dar conta de algo que hoje nos parece tão complexo, tão pouco familiar......
A propósito, sério o Epicuro, nao é??????
Angela R.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CINEMA: vi e não gostei...








As duas últimas idas ao cinema, não valeram postagens.... Vi Uma noite fora de série, e Caso 39.... um, uma comédia mediocre e tão patética que ri um monte, o outro um suspense/ terror (?) que de tão previsível, da platéia, eu era a única apavorada .... não sou boa referência no que prescinde de neurônios, por isso os guardarei para outros melhores...
Angela R.

domingo, 28 de março de 2010

FILMES: Chanel e outras mulheres...

sinto prazer em pensar, escrever, editar, publicar....rever minhas coisas.....mas ando em crise com minhas idéias. estão sonolentas, desorientadas, descaradamente preguiçosas... tenho visto poucos filmes, nao peguei mais nos pincéis, nao fotografei... talvez esteja precisando urgentemente curar a anemia da alma...

vi recentemente COCO ANTES DE CHANEL, que história forte, ainda que muito mal contada por Audrey Tautou. Meu desejo pelo Chanel n 5, por um óculos e uma bolsa me pareceu super, mega pertinente, alimentaria corpo, alma, ego........ é inspirador ver a ascençao de uma mulher ao excludente/seletivo (?) mundo da moda, sobretudo quando seu mundo subjetivo carecia de tudo que pudesse lhe remeter ao cheiro, as texturas, cores e formas que a consagraram....mas, o preço que a mulher VANGUARDISTA paga por nao ser filha do seu tempo, assusta EM QUALQUER TEMPO....

E, em se falando em mulheres, vi JULIE E JULIA.... também, baseado em duas historias... duas mulheres desafiando o tedio do cotidiano, cada uma a seu tempo, a seu modo, insatisfeitas com quaisquer coisas que nos deixam..... uma nos livros outra nas teclas de um pc... as duas seduzidas pelo encantamento de coisas simples que nos fazem felizes....

ANGELA R.

quarta-feira, 24 de março de 2010

sábado, 20 de março de 2010

COMPORTAMENTO: Minhas coisas que são minhas...

Sou partes, apesar da sinergia, há e sempre houve, discrepâncias entre elas...
Metade de mim é razão, a outra também,
ambas arrogantes, pretenciosas e excessivamente contrárias à parcimônias...
Tenho partes altruistas, sofro as dores do mundo, sofro as minhas dores....o
utras partes, sensíveis que são, sentem as dores do não vivido, do não compartilhado, do conflito irresoluto...
Um lado, quer ser grande, madura, crescida, o outro, já cresceu, já amadureceu....
Sinto pedaços de mim, pulsando os segundos da vida, e outros ávidos pelos que virão... Tenho lados carentes, solitários, eternamente insatisfeitos... talvez reflexos de um outro que sabe desconhecer o que quer...
Partes, pedaços, lados...
são diálogos, conflitos, defesas apaixonadas, guerras quase sempre declaradas...
sendo partes, não me completo, não me acabo, nao me reconheço como processo....
estando em partes, busco me completar, me acabar, conhecer a finitude, me descubro a cada instante, me redesenho com o tempo, busco o eterno começo, para não me dar conta dos fins!
deixei de ser partes, agora, me sinto em partes e talvez em paz!

Os conflitos são meus, não teus, sào minhas coisas que são minhas!

Angela R. /noite de aniversário!

quinta-feira, 11 de março de 2010

CINEMA: AVATAR


raramente a unanimidade me seduz.....além disso, homens azuis gigantes com rabos enormes, corpos esguios, ágeis, animais dos mais malucos, aeronaves , mocinhos, bandidos, enfim, muitas eram as razões para nao ver.... mas, fui conferir...e, que SUREPRESA!!!!!!! eu gostei inclusive do enredo....e se fosse me permitir fazer analogias, nao teria leitor que chegaria ao final..........A unanimidade dessa vez está longe da mediocridade, o filme é um arrazo, tem que ser visto em 3 D. EU AMEI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
a fantasia as vezes nos traz de volta a uma realidade bem mais colorida, certamente a academia nao se sentiu tão ä vontade com isso!!!!
ANGELA R.

segunda-feira, 8 de março de 2010

COMPORTAMENTO: 8 de marco


Que dia é hoje?
um dia, eu soube
hoje me foge

Hai-kai de Paulo Leminski

PS. se quiser saber algo sobre hai-kai veja aqui http://www.naoser.hpg.ig.com.br/hai-kai.htm.

sábado, 6 de março de 2010

ARTE: .... e guerra


Independentemente do tipo, da motivação, dos envolvidos. A guerra tira tudo do lugar. E que o mostre Picasso. Recebi esse video por email. Emociona pacíficos e beligerantes...http://www.lena-gieseke.com/guernica/movie.html
ANGELA R.

sexta-feira, 5 de março de 2010

COMPORTAMENTO: o verbo é latir....

não há verbo melhor pra se conjugar no presente....
Angela R.

COMPORTAMENTO: minha mãe esteve aqui...

apenas a distância permite a delícia do encantamento de mãe... poucas coisas fortalecem mais que o amor incondicional, só esse tem o poder de ofuscar falhas, imperfeições incorrigíveis, só esse ascende o holofote certeiro no que se tem de bom!
Angela R.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

FILMES: Mandela e o Caçador de pipas

Com o aniversário de soltura de Mandela - o homem vivo que mais admiro - optei por ver o filme. Penso que a sétima arte é impotente ao traduzir a trajetória e a força da ideologia de Mandela.
Vi também, O caçador de Pipas, como ouvi o livro recentemente, ficou tudo muito previsível, e claro, desprovido do detalhamento quase irritante do autor....Recomendo o livro.
Mas, independentemente da minha parcialidade, ambos valem por retratar, cada um a seu tempo e a seu modo não só a vulnerabilidade e a força humanas como também momentos historicos (Africa do Sul e Afeganistão) que nos envergonham a todos.

Angela R.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

COMPORTAMENTO: ver o que se quer...

"CADA UM SABE A DOR E A DELICIA" DE VER O QUE QUER...

http://www.youtube.com/watch?v=sDF7VYyGFs0&feature=related
ANGELA R.

INDICAÇAO: Candido Portinari.....


Estar na casa de Portinari, observar seus rabiscos, estudos e medidas, ver seus afrescos

andar pelos cômodos, pela capela e pelo atelier executados por um Portinari que referencia DIO em seu jardim...
ler, ainda em suas paredes, a revolta contra um Deus que não lhe protegeu dos efeitos da sua arte... as tintas lhe deram a alma, mas lhe tiraram a vida!!

COMPORTAMENTO: o poder de uma música...




"CADA UM SABE A DOR E A DELICIA DE " OUVIR O QUE QUER... de amansar os seus medos ....
ANGELA R.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

COMPORTAMENTO: Carnaval....




CARNAVAL.... momento de catarse, de fantasia e sobretudo da ludicidade que muitas vezes liberta de grilhões.... os gêneros se misturam, náo há preconceitos, trocam-se batons e trejeitos ... os relógios biológicos e culturais são esquecidos, afinal, o corpo se recupera sempre e os ponteiros se acertam ... a lógica descansa e prevalece uma desrazão ensandecida com a cotidianidade!
Momentos datados, institucionalizados e introjetados individual e coletivamente, são ótimos pretextos: com rojões ou canções, comemos, brindamos, beijamos, juntos reverenciamos o futuro, a carne, o prazer dos sentidos...

não é bom passar por isso, sem nada disso!!
Angela R.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

MODA: incômodo...



Acho impressionante como o um conceito resiste em nossa retina, muito mais que qualquer imagem.... Tinha decidido que não postaria nada sobre o desfile de Ronaldo Fraga, no SPFW 2010, mas, por mais que eu tente, nào consigo me isentar de um incômodo ENORME quando vejo alguma de suas imagens..... Apesar de não saber quem foi a coreógrafa que ele homenageia - que me permitam a ignorância - algo de suas imagens me dizem muito mais que a biografia dela me contaria..... achei que o feio prevaleceu mas me impressionei com o poder do seu verbo....

De tudo o que vi no SPFW, essa passarela, até agora, me perturba, me incita a pensar sobre nossas direções.... na moda, na arte, .... na VIDA!
Angela Rodrigues