domingo, 3 de maio de 2009

FILME: Madame Bovary













Século XIX! Não sei porque mas os filmes desse periodo sempre me fascinam apesar de todas as adversidades decorrentes da moral burguesa, conservadora, apesar da incompletude de indivíduos ávidos por se auto-construirem ... o homem provedor absoluto, a mulher credora incondicional do amor romantico...

Na adolescencia era absolutamente seletiva nas minhas leituras. Li Madame Bovary de Flaubert. Não tenho nenhuma lembrança do livro... ainda não sei onde guardo minhas memórias literárias.... tantos clássicos da literatura universal foram lidos, todos esquecidos mas creio que ressoam em mim de alguma forma... hoje o filme me fez sentir algo já sentido.

Madame Bovary nos faz sofrer a dor da insatisfação com as limitações não só circunstanciais que nos acometem ... a dor dela retrata algo familiar, sua humanidade nos toca profundamente, chega a incomodar, tudo é lento na trama e essa lentidão maximiza o incômodo que não acaba com o fim do filme...

A mediocridade é um personagem importante na trama, contamina Madame Bovary que morre, mas por outras dores.

Ao determinismo da mediocridade contrapôe-se uma mulher que não cabia no seu mundo, apesar da percepção confusa de seus desejos, sabia que pertencia a um mundo que não era dela.

Madame Bovary ja nasceu cansada. Viveu insatisfeita, traiu, mentiu, se resignou, fugiu para os mesmos lugares, morreu a cada dia mas perdeu a vida livremente. O embate entre determinação e liberdade talvez seja um ponto interessante do filme. A determinação histórica, geografica, sexual, fez dela uma infeliz por ter- ainda que de forma embrionária - o desejo de ser dona dela mesma.
Talvez isso explique o mal estar.

O filme vale sobretudo por nos por a prova. Sentir prazer com a lentidão sofrida nos dá tempo para pensarmos com alguma lucidez.

vale a pena ver pelo menos a resenha do livro para entender sua importãncia na literatura universal, não ha como dimensionar o filme sem ter a dimensão de Flaubert.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

FILME: Austrália....

o casal

o aborígene






Desnecessariamente longo.
Quase 3 horas de filme...
me cansou tanto que não restaram energias para escrever sobre...
Adoro Nicole Kidman,
Hugh Jackman é realmente sexy (comentário tipico de neuronios cansados senão inexistentes ...rs...)
mas quem emociona é Brandon Walters (12 anos) ...
é um épico, uma saga, mas das duas uma ouo diretor Baz Luhrmann não tinha genero definido ou tenta deliberadamente incorporar vários ...
Gostei do filme! milhôes de ressalvas, mas com muita preguiça de enumerá-las.... só vendo p saber!!


terça-feira, 21 de abril de 2009

EXPOSIÇÃO: Réplicas de Da Vinci

me desculpem, mas tenho que dizer sem querer ser ofensiva ou anti-acadêmica: eu acho Leonardo da Vinci o máximo.....

Fui nesse final de semana a uma exposição de algumas réplicas de suas invenções.... as pessoas olhavam,
eu olhava, lia, estudava cada detalhe. Demorei algumas horas, foi puro prazer, fotografei milhares de ângulos... achei realmente inspirador imaginar a percepção que um gênio tem da realidade, a grandeza de seus intentos. O sorriso da Monalisa... as correntes, os parafusos, os barcos de guerra, a ponte móvel, o homem voador, a bicicleta, ah, o que é aquele sorriso?


postarei as fotos em breve!


Vi há algum tempo um filme sobre Da Vinci que vale a pena:
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=14075

como a exposição acabou, bom filme!

FILME: O clube de leitura de Jane Austen






























essa seria uma indicação exclusiva a mulheres, mas melhor evitar unidimensionalidades, Marcuse não me perdoaria....

O quotidiano tem o poder de embotar nossa sensibilidade. Corremos o risco de nos alimentarmos de sensações contaminadas por impurezas da percepção tátil; de nos deixamos seduzir pela visão desprovida da acuidade necessária para enxergarmos o que vemos; corremos o risco de perdermos a capacidade de abstrair os ruídos que colapsam comunicações de todos os tipos e de confundirmos malbec, cabernet salvignon, carmenere. Cheiros e gostos perdem as especificidades, denunciando as fraquesas até mesmo de um sommelier ....

Nessa confusão, que pode acometer a todos, surgem mecanismos interessantes de defesa do mimetismo da pirataria de vinho, de cheiro, de gostos, de textura, de pessoas...

Mas a confusão pode estereotipar, e a estereotipia confundir, ai o circulo é eterno... Pedem-se parâmetros: trocam-se pessoas por bichos, fantasia pela realidade, aventuras por amores, estabilidade por satisfação, solidão por insatisfação....

O CLUBE DE LEITURA DE JANE AUSTEN (2008) explora tudo isso lindamente. Brinca com as palavras e as tramas pessoais de forma absurdamente simples. Talvez isso assegure ao filme um tom de sofisticação nem sempre visto...

Difícil não se identificar com alguma delas,

Eu adorei!!

sábado, 18 de abril de 2009

FOTOGRAFIA:bichos de Americana/SP...


sempre gosto da forma como eles posam!!








domingo, 5 de abril de 2009

INDICAÇÃO DE LEITURA: outro artigo MEU!!







Por mais que assuma coisas.... escrevi e já foi publicado mais um artigo sobre Moda no site ttp://www.fashionbubbles.com/, precisaria lapida-lo ainda, mas publiquei!! Na verdade, será interessante para poucos, porque simplesmente relato, de forma didática, parte de um percurso intelectual proposto a uma orientanda do curso de Moda no semestre passado. ah! o assunto?? o kitsch na moda contemporânea.

CULINÁRIA: outro risoto







Na verdade ia fazer uma macarronada ao sugo com um molho italiano que tinha acabado de comprar... mas, mudei de idéia no meio da receita e virou esse risoto, delicioso:
a alquimia ocorreu nessa ordem:
azeite
alho em pasta
carne moida
páprica picante
azeitonas picadas
cebola
sal
suco de laranja
quando o suco estiver quase secando:
arroz próprio para culinária italiana
e água
mais água
um pouco mais de água
para fizalizar, um pouco de creme de leite e muito queijo ralado....

para acompanhar, uma salada de rucula, tomate seco e um vinho tinto cabernet, é perfeito!

eu gostei!!

domingo, 29 de março de 2009

FILME: Vick Cristina Barcelona















Para quem viu Os fracos não tem vez (2007) certamente se impressionou com o aspecto grosseiro e asqueroso imcorporado por Javier Bardem.... sua aparência e seu ser como um todo jamais despertaria, sobretudo na grande maioria das mulheres das quais obviamente me incluo, nenhum indicio de sedução...
Mas, corroborando lindamente o que disse na postagem anterior, a arte elimina completamente os resquicios de repulsa e assegura ao mesmissimo Javier Bardem um poder de sedução verdadeiramente irresistível... termimamos querendo ir para barcelona, mas sem Vick...sem Cristina... sem Maria Elena...totalmente desacompanhadas, mas com encontro marcado ...
A arte muitas vezes lapida algo intocado por outras produções, alimenta o ser de um algo mais que nenhum outro atributo - sobretudo físico - consegue desbancar... o desejo é incitado até mesmo pelo ser que assume verbalmente e no momento mais inoportuno seus intentos mais indecentes....

Não admiro como tantos Penélope Cruz...
Gosto sempre de Scarlett Johansson...Barcelona sempre foi um sonho de consumo...Javier Bardem me remetou a outros enredos....

Não é tudo o que disseram, nem mesmo o beijo delas... a mim passou até despercebido....

Mas dependendo dos enredos pessoais, vale muito, muito a pena. Eu, gostei, e que me desculpem a parcialidade!!






sábado, 28 de março de 2009

FILME: Fatal....















O tempo (d)e um casal...



Superlativizar o futuro em detrimento do agora, aparentemente minimiza a irracionalidade da fuga... a diferença do tempo os uniu, os separou, os uniu novamente quando ela imcompleta,vulnerável, assegurou a completude dele...

Quando aparentemente o abismo é abissal, lá está ela - a Arte - como sempre eficaz para aproximá-los, sua linguagem traduz muitas vezes o inefável e possibilita o encontro de almas aparentemente desencontradas pela miopia causada pela beleza exterior.
A arte dá a ele o que na cabeça dele o tempo tirou... para ela, a arte acrescenta o que com os anos ele ganhou... mero detalhe que destrói castelos....a música, o abrir os livros, o mostrar as telas de Goya, o discurso claro, a riqueza do léxico, e claro o fascinio da fotografia... tudo isso amalgamado, difícil acreditar, mas não lhe permitiu enxergar com clareza seu objeto de desejo.... não enxergou por dentro, apenas por fora!

Ela teve q perder uma parte dela, para ele ganhar confiança no todo dele....ela teve que morrer um pouco para rejuvenescer os horizontes dele... claro q poderia ser diferente fora da perspectiva da sétima arte! Mas, definitivamente, não foi.

obs. A atuação de Penélope cruz nesse filme é linda... mas não supera a de Ben kingsley...

Maravilhoso esse filme!!!!!! sem nenhuma ressalva.






quinta-feira, 26 de março de 2009

TEMPO:...tic tac tic tac tic tac








não que tenha assumido mais do que deveria, mas preciso de tempo, neurônios e muita, muita criatividade... até me reorganizar, fico em débito, comigo claro.... pq o prazer é sempre de quem escreve!!!!!!!!

logo, o despertador soa de modo estridente, ai, estarei de volta!!

sábado, 21 de março de 2009

COMPORTAMENTO: amadurecer...
















já dizia o filósofo, o fato do sol nascer todos os dias não é suficiente para afirmarmos que ele nascerá amanhâ. Ceticismos a parte, o fato é que não há como fugirmos de algumas certezas. Uma delas é o passar do tempo e as modificações que ele encrusta em nossa existencia. Algumas datas nos servem de parâmetros para referenciarmos o inicio ainda que nunca pensemos seriamente no final. Datas existem e repercutem em nós inexoravelmente.

Comemorá-las acompanhados fisica ou virtualmente de pessoas importantes eis um novo imperativo categórico. Avisar os queridos, lembrar os esquecidos, contar aos que não teriam porque saber.... se apropriar do dia como seu, exclusivamente seu, assumir um egocentrismo exacerbado, querer atenção, ligação, referendas, oferendas, declarações... nesse dia tudo é permitido.

Novas possibilidades surgem como presentes adicionais, e o desejo de não ser o mesmo, ainda que o mesmo seja deliciosamente curtido, torna a possibilidade do amanhâ, ainda mais gratificante. Nova fase, novos projetos, e o encontro, ha décadas preparado com o mundo da arte, da cultura. Finalmente!

livro de fotografia, novidade para os pés, amizades novas estruturadas ...

foi assim, um dia especial.

obrigada aos amigos queridos q compactuaram disso tudo.
Obrigada MARCELA VERSIANI pelo carinho sempre verdadeiro!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

INDICAÇÃO DE LEITURA: meu artigo sobre tendência

Para quem gostou e sobretudo para aqueles que não compactuaram em nada com o que eu disse rapidamente sobre tendência aqui, recomendo meu mais novo artigo para o site http://www.fashionbubbles.com/ no qual ouso até um conceito autoral.

Ousadia ou provocação intelectual? nem eu sei direito, o fato é que acredito no que escrevo ao ponto de publicar e ainda recomendar a leitura... faço muitas afirmações, sempre tento ser provocativa.... a reflexão e a maturidade, sobretudo intelectual, penso eu, sempre nascem do estranhamento. É ele, que nos faz olhar de novo, esfregar os olhos, e prestar mais atenção... nem sempre resolve, mas as vezes vemos muito mais do que previamos. Tem sido assim ... tenho visto tantas, tantas coisas, que é escrevendo e me pondo à prova que testo meus eventuais graus de miopia!!

eis algumas das minhas afirmações no artigo:


"a tendência pós-moderna é o desacelerar da existência, o que denota a necessidade de ressignificação do tempo"

"Em seu sentido mais amplo, conceituo tendência como o espírito do tempo (assim como Dário Caldas), como algo que transcende a realidade instituída e se cristaliza em necessidades e desejos ressignificados pelas novas produções sociais.
Entendo tendência como o amálgama de micros desejos e necessidades consubstanciadas em um macro que se pulveriza nas mais diversas manifestações humanas.
Se na primeira definição tendência é tida como algo que se estabelece verticalmente, de cima para baixo, de poucos para muitos, na segunda temos uma horizontalidade includente que corresponde a desejos e necessidades materiais e metafísicas que emanam da própria atuação do homem sobre sua realidade. ".

eu disse, vale a pena!! (rssss)

sábado, 14 de março de 2009

FILME: Quem quer ser um milhionáro?











Fealdade, violência, miséria e mendicância material e metafísica são a contrapartida de positividades nem sempre explicitadas; talvez pelo simples desequilíbrio talvez porque em alguns casos não há nem progresso relativo!Prevalece involução e barbárie.

Transformar informação em conhecimento tem sido um dos desafios da contemporaneidade, e, penso eu, a imagem midiática pode contribuir, assim como as imagens pretéritas nessa transformação. É ela que nos permite compreender nosso estar no mundo, e nosso poder de responder à desafios muitas vezes enigmáticos. Mas temos que decidir! Se a decisão for acertada evolução, se não retrocesso. O risco é sempre iminente!

Contudo, em caso de sucesso, o ganho pode também confundir, ofuscar, metamorfosear e claro, comprometer nossa humanidade e a verdade de nossos desejos, sentimentos e relações. Propósitos preliminares podem ser esquecidos e revistos sob uma nuance que nem sempre corresponde à verdade do querer.

Em caso de perdas, dependendo de nossas vulnerabilidades, o ganho é sempre certo: ganha-se frustrações, inseguranças, medos, ficamos na defensiva e o risco de não suportarmos é enorme, e o de nos deletarmos completamente maior ainda.

Mas, o caso é que na maioria das vezes o jogo traz algumas possibilidades adicionais. Nem sempre as pistas que surgem são verdadeiras, mas deve-se arriscar. Existem decisões que prescindem de conhecimento racionalizado, apoiam-se em intuições, sentimentos, em relações que conseguiram se sedimentar apesar de atropelos. Se a fidelidade se sobrepoe à torturas aí sim, ganha-se, sempre, e muitas vezes em dobro!

Quem quer ser um milhionário?
Gostei da trilha sonora desconhecida, do enredo que reprimiu por completo minhas distrações, me convenci com atuações de desconhecidos, me solidarizei com a dor do outro e me gratifiquei completamente com um beijo nada hollywoodiano!

O jogo é bastante pesado, alguns perdem a razão, outros a visão, outros perdem muito mais que eu poderia enumerar mas o vazio perturbador, quase absoluto que nos acomete durante a trama é totalmente preenchido ao seu final. Levantamos da cadeira transbordando positividades. Eu, gostei muito.

segunda-feira, 9 de março de 2009

TENDÊNCIA: primeira reflexão

T E N D Ê N C I A
















T E N D Ê N C I A





TENDÊNCIA


TRENDS







TENDER À




TRENDS






T E N D Ê N C I A
TENDENCIOSA? NÃO, EU DIRIA.


Tenho pensado e escrito muito sobre o pós-modernidade porque realmente penso que estamos passando por um momento de reumanização e ressignificação que contempla vários aspectos de nossa existencia individual e social e isso muito me interessa. Moda, decoração, gastronomia, comportamento são a meu ver, áreas que nos ajudam a decodificar muito mais que apenas obviedades. Serei breve, mas o tema requer um artigo.

Hoje muito se fala na obsolescência da ditadura da Moda, a moda de rua invade a passarela e não o contrário. Hoje a roupa pode pode ser vista como uma produção simbólica particular e não mais coletiva. Através dela, explicitamos intenções, desejos, idéias, vulnerabilidades, mas também ocultamos nossa verdadeira identidade se assim o preferirmos, podemos confundir as interpretações se tivermos competência. De qualquer forma, o retorno ao velho, ao vintage, ao retrô a meu ver corresponde a um processo de releitura do vestuário muito instigante que sugere saudade inclusive de algo não vivido. A ausência de verdade, de intimidade, de cumplicidade, de aconchego parace amenizada com uma peça confeccionada por mãos, linhas e agulhas que deixam registros nunca percebidos no pret-a-porter. Roupa com história, com memória parece reumanizar o modelo, ressignificar o corpo, reascender a aura, é realmente interessante. Ao fast fashion, à moda efêmera contrapôe-se a slow fashion, a moda que requer tempo e sugere o perene, a desaceleração.

Quanto à nossos refúgios, nossas casas, vestigios de demolição, retorno de uma materialidade natural, misturas de estilos, de cores, de texturas desbancam a previsibilidade do vidro, do ferro, do aluminio, das combinações... as plantas não habitam apenas o jardim mas todos os cômodos, dão vida a artefatos com longas trajetórias .... móveis customizados, objetos de décadas denotando resquícios interessantes de momentos vividos em outros tempos... quanta saudade... nem sempre se sabe do que! é preciso ter idade para percebe-lo...

O retorno da gastronomia como prazer, como atividade social que reúne ao fogão e à mesa muitas mãos, o educar o paladar para os sabores mais simples denota um requinte antes ofuscado por menus quase indescritiveis em todos e por todos os sentidos .... o fazer, o processo, a alquimia do preparo, o degustar não mais para sanar apenas necessidades biológicas mas também algumas outras que poderiam ter as mais variadas definições.... fazer não apenas para comer me sugere a busca por necessidades que requerem alimentos metafísicos mas muito mais perceptíveis que quaisquer outros conhecidos...

Através da roupa, da decoração e da gastronomia parecemos clamar pelo retorno do que era velho mas, na verdade o que prevalece é a necessidade de cápsulas de humanidade, nem importa muito se industrializadas ou manipuladas, mas que sejam eficazes na cura da artificialidade que passou a imperar há algum tempo em nossas produções, nossas representações, nossas relações, nossa existência!

Que sejam feitas releituras, resgates e que consigamos nos reencontrar ao máximo com o que era velho e que agora, com nossa percepção mais aguçada, se revela eterno, atemporal.... nada mais moderno e atual que exaltarmos sentimentos, sensações, relacionamentos, relações, cumplicidades, fragilidades, inseguranças.... não ter que ser super heroi é realmente apaixonante.Não ter que ser super em quaisquer sentidos essa é, a meu ver, a tendencia dos próximos anos! E que não sejam poucos!


sexta-feira, 6 de março de 2009

COMPORTAMENTO: fazendo moda

A moda sempre esteve presente desde muito... não sabia o que eram croquis mas os fazia, não entendia sobre tendência, mas as buscava, não conhecia o fascinio da moda conceito mas nunca, em nenhum momento me faltou feeling...
Minha percepção da realidade abole quaisquer tipo de interpretaçâo que foge ao âmbito da razão.... tudo o que me tem significado, o busco nos fatos, nas relações causais, enfim.... mas sempre acontecem coisas curiosas.... e, como não me satisfaço quase nunca com explicações simplistas, dizer que são coincidências me daria a sensação de irreflexão... prefiro a interrogação, a ausencia de respostas....

Hoje foi um dia marcado, duplamente interessante, e a MODA estava presente quase como uma coadjuvante querendo roubar a cena.

Na primeira parte do dia pleiteava uma vaga... poderia ser qualquer curso, mas optei por uma paixão, assumida publicamente..... como sempre estive interessada no fenomeno MODA ( que obviamente não se limta a roupa e sapato) , hoje decidi me tornar universitária, sentar na cadeira e me aventurar .... selei uma relação nova, eu e meu objeto de desejo.... estudar por capricho, nada mais apaixonante... um privilégio, eu diria!

Finalizei o dia vestindo uma belissima beca.... sentar à mesa de professores homenageados em uma solenidade de colação de grau do mesmo curso de Moda... não pensei que me emocionaria tanto.... o momento era delas, mas não resisti.... por segundos revi alguns percursos e fiquei feliz por estar ali....gratificada ainda mais que sempre....

De manha e à noite, me atrasei, quase perdi os ritos - de iniciação e de passagem - mas era para ser assim! Então, que seja!

p.s. hoje, nada para compartilhar.... tenho gostado de registros...

quarta-feira, 4 de março de 2009

COMPORTAMENTO: 8 de março... uma questão de gênero

Que homens e mulheres são diferentes e que o abismo que os separa é abissal, ninguem discute. Mera questão de fisiologia, de hormonios, de gênero e porque não dizer de DATAS.

No que diz respeito a questôes fisiológicas e hormonais deixemos para os especialistas.... Quanto ao gênero e às datas... me parecem convidativos.


O Genero (masculino e feminino) é um conceito criado na década de 70 para explicitar que sexo social não é determinado pelo sexo biológico; ou seja, a sociedade imputa uma diferença cultural entre homem e mulher que resulta em uma cisão construída, independente portanto de determinações biológicas.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, considera que o conceito de gênero refere-se a uma "categoria de análise das ciências sociais para questionar a suposta essencialidade da diferença dos sexos, a idéia de que mulheres são passivas, emocionais e frágeis; homens são ativos, racionais e fortes. Na perspectiva de gênero, essas características são produto de uma situação histórico-cultural e política; as diferenças são produto de uma construção social. Portanto, não existe naturalmente o gênero masculino e feminino." (CASTILHO, 2008, http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/eventos/campanhas/dia-da-mulher/verbet).

Portanto, muitas das diferenças entre homem e mulher não decorre da sua constituição natural mas sim dos atributos que o genero masculino e feminino imcorporam do contexto cultural em que estão inseridos.

Com base nessa definição, posições machistas e feministas correspondem a excessos injustificáveis, representam apenas que alguns homens e mulheres introjetaram uma dose maior que a devida de prescrições sociais historicamente construidas. Crer que o homem tem necessariamente que pertencer a um universo azul onde impera a racionalidade muitas vezes inexistente no universo rosa e ilógico do genero feminino, nada mais obsoleto!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Uma outra conceituação de gênero que me parece inteligente está pautada na tese de que o conceito de gênero é apenas uma "divisão simbólica dos sexos" , não tem base biológica nem cultural, "é uma lógica de pensamento, emoções e representação da subjetividade íntima das pessoas." (LAMAS citada por CASTILHO, 2008).

Considerando essa definição, podemos inferir que as diferenças de gênero podem nos ajudar na percepção daquilo que a constiutuição biológica confere ao homem e a mulher em termos de possibilidades, potencialidades, em termos de construção da identidade. Me parece absolutamente sublime até ver o outrO como diferente...

Se pensarmos que o gênero masculino e feminino refere-se apenas à divisão simbólica, não há como negar, que as mulheres podem usufruir dessa divisão sem com isso comprometer sua independência, sua autonomia intelectual e sobretudo a sutileza que em muitos momentos obscurecem nossa truculência.

Certamente a delícia de um provedor, forte, racional, protetor, ativo (no sentido literal ou figurado) não pode ser comprometida pelo medo da submissão. Nada mais equivocado. A força de um não enfraquece o outro, a racionalidade masculina não subjuga a feminina, a proteção só exacerba o conforto, à atividade delE não corresponde a passividade delA.

Nada mais feminino que assumir isso!

Portanto, sejamos modernas: acho discutível a comemoração de 8 de março, quase arcaico ....mas com toda feminilidade peculiar ao nosso gênero, recebamos as rosas, os afagos, o carinho e tudo o mais sem nenhuma culpa ...

Que permaneça o encanto das diferenças que nos UNE! Sejamos apenas pares!

domingo, 1 de março de 2009

FILME: O peixe grande...

Maximizar o alcance de nossas percepções pode ter resultados surpreendentes.

Talves o fato de nem sempre conseguirmos discernir o real da fantasia, nossas próprias criações do efetivamente existente, nos traga muitos prejuízos.... em muitos momentos é prejudicial e quando o é, perde-se sempre e invariavelmente...... alguns fantasmas podem indicar patologias visuais inclusive...

Contudo, pensar com ludicidade, rever ângulos, reler as entrelinhas, interpretar as reticências ... rever a vida em seus aspectos mais elementares pode ser uma experiencia singular .... pode-se ver melhor superlativizando não importa se seres, se amores, se sentimentos, se valorações, se lugares.... assim quem sabe a miopia que nos acomete não prejudique nossas percepções, nossas relações, nossas cumplicidades, nossas avaliações, nossos olhares.... comprometê-los é subtrair a fruição, então, que nada seja pequeno, sem cor, sem intensidade, sem foco, sem verdade....

Estórias e histórias, amalgamadas podem resultar num equilibrio interessante... uma colore a outra corrige os excessos, uma amplia a outra revê ângulos, uma força a outra suaviza, uma superespôe o que a outra ofusca, uma conta o que a outra omite....


Minimizar é diminuir o alcance é requerer acuidade visual...

Peixe grande é isso! enaltece de forma poética aquilo que simplesmente não vemos...

FILME: Across the universe... por Sadie

Muitas vezes os coajuvantes são os principais.... era apenas para participarem mas gaham a cena, invadem o roteiro e nos seduzem com mais sutileza que os verdadeiros sedutores...

O musical Across the universe (2007) vale pela Sadie e seu guitarrista, que com poucas aparições, cantam numa sinergia embrutecida simplesmente linda.... vozes fortes, toques firmes e muita, muita sensualidade na voz e no olhar ... ela ao vento e ele com sua negritude, pares perfeitos se comparados à Jude e Lucy... os primeiros contam ao se olharem os segundos precisam do filme todo...

e o filme todo, ao som dos Beatles, revive ideologias, fantasias, morangos... o filme todo vi uma vez o casal muitas....... o que me leva a pensar que, independente do contexto, do palco, do som, apenas ser pode ser o ápice, ser independete da direção, do roteiro... do lugar que se ocupa...... apenas ser!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

COMPORTAMENTO: sorridores...

Ainda existe o riso fácil, espontaneo, quase inconsequente..... ingênuo até.....nada melhor.... rir fora de contexto, de propósito, independente de motivações aparentes requer sabedoria... é ela que muitas vezes nos faz prescindir de sarcasmos, da acidez e da previsibilidade do humor inteligente que, pensado, refletido, programa o riso, requer o sorrir.......

Ao se domesticar a truculencia da razão, tarefa nada fácil, se concente que outras faculdades nos confundam e a partir de perpctivas nada convencionais relemos textos já lidos com o ineditismo que o nunca visto requer...

rir de bobagens, das mais banais, mais infantis e despretenciosas histórias requer fios brancos, algumas certezas e sobretudo, a sinergia com outros varios sorridores....... é simples assim!mas assim mesmo é raro!

FILME: Ensaio sobre a cegueira

Independentemente de posições tupunikins, acho que em respeito ao diretor Fernando Meireles, o filme vale ser visto. Somando-se a isso quem adora a Julliane Moore vai se deliciar com uma interpretação totalmente despida de vaidade... ainda que seja desconfortável ve-la como a unica que ve, a única provedora, a única subversiva, a humana demais que quase se desumaniza imersa num universo caótico, fético e desolador.

Dizer que o ensaio da conta de nos abrir os olhos seria demais..... não é o caso....
Pensar que a cegueira requer novas formas de percepção e interação com o outro é obviedade demais....
Pensá-lo do ponto de vista metafórico, não surtiu muito efeito...
Buscar contextualiza-lo numa perspectiva ontológica, transcendente parece o caminho da irreflexão.....
Politiza-lo ou inseri-lo num contexto meramente instintivo também não me pareceu pertinente.....

Enfim, são tantas possibilidades e a todas subjaz uma aparente obviedade....

das duas uma,

ou o filme é só aquilo mesmo,

ou

eu me limito apenas a isso! pelo menos por hora.....

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

INDICAÇÃO DE LEITURA: meu 3o. artigo.....

Escrevi recentemente um artigo sobre o BBB 9 a agora acabei de publicar no site de moda http://www.fashionbubbles.com/ a finalização do meu racicocínio, por muitos imcompreendido eu creio....
Na verdade a minha tese é que analisar a contemporaneidade sob a ótica da vitimização social me parece descabido, obsoleto..... e que o programa assim como varios aspectos banais do cotidiano são reveladores no que diz respeito ao progresso relativo da pós-modernidade.... Eu particularmente, penso que agora consegui me fazer clara e adoraria saber como minhas idéias soarão........

a editora, me escreveu e disse literalmente que o texto é muito forte, e penso que se ela achou impactante, consegui atingir meu objetivo.

O artigo foi publicado hoje...

INDICAÇÃO DE LEITURA: Demian

Em postagem em que discuti a questão da sincronicidade junguiana, disse que estava lendo Demian e que faltavam algumas palavras para termina-lo. Hoje, livro finalizado, mais uma vez às coincidências ... com eles significados bastante interessantes.

Herman Hesse (Alemanha, 1877-1962) é tido como um dos clássicos da literatura universal, ganhador do Premio Nobel de Literatura na década de 40; o considero interessante em função de seu interesse pela psicanálise (algo que tenho revisitado constantemente) e pela cultura oriental (que pretendo me aventurar em breve).

Em Demian em particular, o autor explora a dificuldade da evolução individual sobretudo no plano psicológico e valorativo. O tempo todo nos mostra algo que considero a tônica da obra: o mundo constitui-se de duas facetas, uma limpa, clara, organizada, previsível, outra suja, escura, caótica e imoral. Não há como nos edificarmos sem termos ciência dessa dualidade e sem experenciarmos o sabor agridoce do amalgama das duas instâncias.

Outro ponto bastante recorrente concerne à idéia de que para crescermos temos que morrer um pouco, o nascimento pressupõe a destruição, ou seja, nosso estar no mundo pode ser traduzido como um processo constante de busca de nós mesmos e que por mais dolorosa que isso possa ser, é condição sine qua non para a liberdade.

O personagem central do livro é - como dizem os críticos e como aponta o próprio Hesse - resultante de muitas experiências pessoais do autor somadas a uma interessante aventura na qual prevalecem as contradições, as idiossincrasias, os desejos confundidos e confusos de um garoto que simplesmente quer crescer e não entende a forma como o mundo lhe seduz.

Por motivos vários, tinha me afastado da literatura... por vários motivos hoje me sinto atraida novamente...

Ressalva: esse livro é revelador quando lido com honestidade no que diz respeito às nossas próprias mudanças!! E mudanças pressupoem reconstruções, redescobertas, reavalisções, mas, pode também acarretar destruição de mundos ....

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

FILME: Desejos inocentes...

tenho sido muito enfática ao afirmar a historicidade das produções humanas, ou seja, a forma como tudo muda, tudo se transforma e como somos participantes ativos dessas evoluções ou involuções.....

Mas existe algo que nunca foi admitido nem nas sociedades mais primitivas nem nas mais evoluídas... não se sabe ainda o que explicaria essa constancia, pelo menos se já teem explicações conclusivas desconheço....

Explorar tabus, tocar em pontos intocáveis com sutileza é realmente uma arte, com aura inclusive...não nos constrange, nos envolve, não nos perturba nos absorve....

A sintonia entre as partes envolvidas - em quaisquer situações - torna a relação sublime... ate mesmo o inaudito ganha texto, o disforme tem contornos, o ilógico se decifra...... ainda que a loucura prevaleça!

A inocencia doente exime de muitas coisas....mas quando saudável passa logo...

o filme não é inocente, beira a indecência, mas o que prevalesce mesmo é a sedução da setima arte.

Recomendo sem nenhuma ressalva. E quanto à temática, ao tabu, ao inadmitido.... só vendo o filme.

FILME: A outra...

Para quem teve uma irmâ...

como disse na postagem anterior, quando escrevo sobre o filme é pq o achei pouquissimo interessante... gosto de filmes que me remetem a outras telas...

A Outra.... pode nos remeter a uma saudade eterna, a um amor imutável, a uma metade de nós que se foi...
Penso que adjetivar algo como eterno, imutável só se justifica no plano da imaterialidade, da transcendência, do metafísico, posto que na vida não ha como experencia-lo com o outro...

O sentimento de ter, e não ter mais, de tocar e não poder mais, de conversar e nunca mais ... a ausência absoluta em algumas situações é cruel porque é dificil se manter ligado à imagens.... mas impossivel mesmo é nos desvenciliar delas.... certamente pq nem cogitamos a possibilidade...

A dor da perda, dependendo dos laços que nos une, é desumana, mas, existem ganhos, heranças que não podem ser vistas como paliativos, e sim, como um sopro de vida que nos devolve parte do que tinhamos perdido, as vezes em DOBRO!!!.... dependendo da forma como nos deixamos reanimar, a dor cessa e certamente o alívio chega.... dá para sermos felizes... dá para sorrir com verdade...

Independente do tempo existem sentimentos que são atemporais- nos felicitam ou nos mortifica, mas a possibilidade de nos refazer sempre existe, é quase uma questão de opção!! senão apenas de opção!!

A outra, é um filme lindo!! poderia escrever horas e horas e horas sobre outras coisas a partir dele....mas me permito guardar algumas palavras, são muito minhas, apenas minhas...

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: além do roteiro, a interpretação de Scarlett Johansson é surpreendente. Ela consegue se intregar tão completamente à trama que dá conta até de ofuscar sua sensualidade... só isso já valeria a pena.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

FILME: O presente ...

Já disse uma vez aqui que filmes que seguem muito rigorosamente os clássicos roteiros americanos não me agradam sempre. Hoje, explicarei um dos motivos.... apenas um......

O presente - 2006 - pode até agradar um pouco pela presença, não pela atuação, de Abigail Breslin. Quanto ao roteiro, nada mais americano!!!!!!!!
O filme em sintese avalia e mal, virtudes que não tem preço! Ou que quando negociadas, não tem preço, por não valerem nada mesmo!!
Independentemente de avaliação moralista, pseudo-intelectualizada, penso que condicionar alguns bilhoes de dolares à prática do dom do trabalho, da familia, da amizade, do negócio, da aprendizagem, da solidariedade etc etc etc..... tendo como engrenagem principal uma criança com doença terminal.... e um amor que não convence..... ufa! não tinha como dar certo!
Mas o certo é que não se dorme no filme, é bonitinho.....talvez por isso, me limitei a escrever apenas sobre ele..... não há nada em mim agora que transcenda a historia com final feliz!

Mas, uma ressalva, sempre existem ressalvas: para quem gostou de Pequena Miss Sunshine com certeza gostará desse tambèm!!

aH! devo admitir que filmes densos, pesados, que causam mal estar.... sempre me deixam muito mais inspiradas..... e que o diga 7 vidas, As Horas!!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

FILME: 7 vidas...

PORQUE pensar para assistir SETE VIDAS ...

Quando terminei de ver, apos mais de algumas tentativas, pensei que não tinha nada a dizer, desafiador escrever sobre a vida, que dirá de sete!

Agora, penso que vale algumas considerações. Primeiro, porque tenho dito muito pouco sobre os novos, segundo porque esse filme tem sido muito bem aceito e não me furto à controvérsias....

Penso que a temática do filme recai sobretudo nas cobranças que achamos que a vida nos faz.... ela não nos cobra, mas muitos se veem eternamente endividados, com débitos impagáveis.... ora porque prevale a fatalidade, o erro, a infelicidade, o insucesso ora porque tudo deu certo mas o sentimento de culpa e o medo de ser feliz insistem em ofuscar méritos....

Creio que doar partes de nós de forma deliberada é algo absolutamente sublime contanto que nos mantenhamos inteiros, doar nosso tempo, nosso afeto, nosso toque, nosso verbo e porque não dizer nosso corpo, certamente consiste em uma das experiências mais sedutoras, contanto que não nos mutilemos, não excedemos nossos limites, não ofusquemos nossos olhos e não nos furtemos de um ritmo cardiaco confortável.

Talvez, por isso o filme tenha me causado um mal estar. Doar para equacionar perdas circunstanciais mostra um demérito assustador, morrer para dar vida ao outro - tanto no sentido literal como no figurado - me parece desumano.

Uma vida ... Apenas vive-se...

Recomendo mas com ressalvas na primeira tentativa, nas demais vale muito a pena...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

INDICAÇÃO DE LEITURA: meu 2o. artigo

Escrever está me dando prazer como nunca tive antes.

De fato, nasci para viver com as palavras, não tenho dúvida disso, estabeleci há pouco uma relação tão amistosa que chega a ser lúdica e mesmo assim elas não me traem, brincar com o léxico me liberta de ortodoxias, desperta outras faculdades que divertem minha razão, na maioria das vezes, extremamente truculenta!!!!!!!!!!

Talvez apenas agora tenha descoberto a delícia de pensar e de poder expressar minhas idéias sem estar cumprindo exigências acadêmicas e/ou tendo necessariamente que contar com respaldo teórico para subsidiar minhas extravagências intelectuais. Hoje me permito simplesmente pensar sobre fatos que, a meu ver, denunciam as especificidades da contemporaneidade. Dar a cara à tapa não é assim tão fácil, mas é decisivo para a atividade reflexiva das mais simples às mais elaboradas. Talvez ainda chegue às elaboradas.

As temáticas que privilegio tem me remetido à Marx, à Freud, à Jung, à Levy, enfim... a pensadores consagrados do pensamento ocidental, mas nessa fase em particular, estou estudando mesmo são as minhas idéias, minhas percepções, minhas impressões, e, para faze-lo com com prazer, deixo que os téoricos venham até mim.... é facil assim! Marx chegou cauteloso, mas foi chegando ... há muito não falava dele. Freud e Jung me assombram as vezes, mas são fantasmas queridos, adoro, inclusive suas divergências....enfim, tem muita gente boa na fila....

Em meu segundo artigo para o site de moda FB (WWW. fashionbublles.com) escrevi sobre o Big Brother Brasil 9 e o avalio como um pecado capital contemporãneo: todo mundo critica, mas poucas pessoas resistem.

Tentei, ainda que de forma sutil, apontar no programa o eterno dilema entre o id, o ego e o superego freudianos. Aquele que tudo quer, o que permite algumas coisas e aquele que normativiza o desejo.

Entendo sinceramente que com o neo-individualismo atual, somos realmente mais livres, domamos muito melhor nossos desejos, os administramos melhor, somos mais permissivos, não sentimos mais o peso do pecado original. Sentimos apenas a dor do pecado individual, ou seja, das faltas(??) realmente cometidas, de eventuais excessos. Nos permitimos errar mais, exceder em alguns momentos, enfim, parece que aos poucos estamos assumindo nossa humanidade, nossa imperfeição, e assim, somos facilmente perdoados, absolvidos por nós mesmos, claro.

Isso é ora confortável ora assustador, depende apenas do que permeia nossa existência interna e o entorno do nosso universo pessoal.

Minha intenção nesse artigo, foi apontar o eterno conflito a que estamos submetidos. Não ha nada mais humano que o nascisismo (vide Priscila)...rsssss; que a soberba (Newton?), que os conflitos corpo/mente (Nana??), que o dilema entre desejo e razão (Newton e Josy??), que o medo (Léo??), que o esforço da parcimonia (Ralf??), que a Ira ora inocente, ora pecaminosa (Ana, ???)... enfim, como são muitos não daria, entao fui sutil. Espero que os leitores entendam.

A partir desa primeira reflexão, estou agora me preparando para a parte 2, BBB: A ROUPA COMO COADJUVANTE DO JOGO!!!

É isso, simples assim!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

INTELIGENCIA COLETIVA: resposta a Andréia de Petrópolis!

Há algum tempo, discutia Lévy (filósofo francês) e mais precisamente seu otimismo em relação ao uso das tecnologias da informação. Na época me instigava a tese de que a Internet é potencialmente capaz de concretizar os ideais de liberdade, fraternidade e igualdade; é um veículo universal mas nem por isso totalizante.

Hoje, ao ler um reado postado pela Andréia de Petrópolis/RJ, lembrei imediatamente do conceito de inteligencia coletiva do mesmo filósofo. Em suma o conceito se refere a uma inteligência compartilhada, ou seja eu escrevo algo, a Andréia lê, me questiona, eu respondo e assim, eu e ela aprendemos, num processo de troca totalmente desvencilhado de interesses que muitas vezes permeiam as relações interpessoais clássicas. Nossa motivação consiste simplesmente em trocar impressões e quem sabe, melhorar nossa percepção da realidade da forma mais altruista possivel.

Adorei saber que ela é estilista e lê filosofia!! Dificil acreditar, mas ainda existem alguns tabus, mitos, inverdades e preconceitos que rondam os profissionais da moda. E, desde já a convido a escrever algo para meu blog. Se se se sentir à vontade, será um prazer.

Quanto a sua pergunta, se não são os bichos que teriam que ter medo de nós, eu responderia simplesmente que se tivessem a verdadeira dimensão da nossa irracionalidade, certamente sentiriam mais pena que medo.

É isso, e que possamos não importa em quantos, instigarmos uma inteligência que não se esconda em gavetas.

Angela Rodrigues.

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

FILME: em meio às sincronicidades, O BUDA!

Em alguns momentos fui enfática ao indicar alguns dos filmes que me causam impressôes. Hoje me limito a comentar O BUDA (filme argentino de Diego Rafecas de 2005), penso que a indicação seria muito controversa.

Mas, antes do filme, alguns detalhes que fizeram toda a diferença...

Recentemente, em meio a muitos livros da adolescência me deparei com Demiam do autor alemão Hermann Hesse, e, imediatamente o guardei como um companheiro de férias. Não finalizei a leitura ainda, mas restam poucas palavras.

Dias depois em uma dessas lojas em que a organização não constitui um princípio básico, em meio a um amontoado de filmes escolhi O Buda. A escolha não foi muito racional já que o filme e o diretor me eram totalmente desconhecidos. E convenhamos que um filme argentino sobre budismo não parece um investimento que se justifique. Comprei o filme que ficou me esperando por um tempo, em várias tentativas o travesseiro me foi mais sedutor.

Há dois dias atrás em meio a massas e prosas comentei sobre a sicronicidade, não sei o porque e nem em que contexto, até mesmo porque tenho ciência de que filosofar à mesa é algo absolutamente descabido, mas simplesmente aconteceu!!

Ontem vi o filme. E para comenta-lo do nadame veio novamente o conceito de sincronicidade.


Como minha memória me trai o tempo todo, revisitei Jung, para rever o conceito e ai, sim, me dei conta de que é de fato algo interessante.

Sincronicidade refere-se a certas coincidências que ocorrem e que são repletas de significado. Portanto, não se refere ao determinismo, à causalidade mas sim à coincidências nas quais subjaz algo em comum e que trazem consigo algo repleto de significado para quem as percebe. O difici é compreendê-las verdadeiramente.

O livro a que me referi trata de um adoslescente em busca de si mesmo que a todo momento se depara com a dificuldade de lidar com seus próprios fantasmas. O personagem central vive o drama de crescer e de se tornar responsável por suas escolhas.

O filme, tem como personagem central, um jovem de 27 anos numa busca frenética por experiências espirituais que transcendam as "banalidades" da vida moderna e, sobretudo, os traumas dos quais foi vitimizado por lhe faltarem armas de defesa.


Em um e outro, existem personagens coadjuvantes interessantes: um estudante arrogante, um musicista muito arrogante, e um professor de filosofia mais arrogante ainda.

No livro a religiosidade está presente na forma de Abraxas (o deus que mantém em sua essência a dualidade bem e mal, nada mais humano), no filme, como não poderia ser diferente são comuns frases de efeito baseadas em preceitos do budismo.

Em suma, no livro e no filme estão presentes ora a a cisão ora a fusão entre razão, emoção, sensação e intuição, as 4 faculdades que, se equilibradas, como defende Jung, nos permitem desenvolver a sincronicidade e, por conseguinte, a capacidade de compreender os significados velados das coincidências acausais. Isso tudo me pareceu muito revelador, me remeteu a muitas coisas das quais obviamente não teria porque compartilhar.

Foi neste contexto que vi o filme. Por isso não arrisco a indicação.!!

Mas, como indicações tácitas são sempre mais eficazes,
bom filme!!

p.s. sincronicidade ou não, minha última aquisição tem origem tibetana e chinesa!!

Para quem caiu aqui por "acaso", talvez valha mais essa indicação de leitura:
http://www.symbolon.com.br/artigos/jungesicroni1.htm

Angela Rodrigues.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

RECEITA:em meia hora se come bem!

Os pesquisadores de tendências há muito tem captado que os prazeres mais humanos, mais elementares estarão em pauta, na moda, na mídia, na publicidade porque já habitam o desejo mais íntimo de uma parcela importante da população mundial.....Nesse sentido, abrir mão de pequenos prazeres por falta de tempo, é algo absolutamente demodé, tanto, que esse termo há muito riscado do meu repertório, surgiu quase que como um ato falho......

talvez essa tendência comportamental venha devolver o que nunca tivemos no contexto da urbanidade, o prazer destituído de quaisquer influências, ruídos, interferências.... mas, voltando à pauta de hoje, uma receita simples, rápida e muito saborosa.

risoto (sempre ele) de frango:
os ingredientes foram usados nessa ordem: manteiga, cebola, filés de frango temperado, alho, tomate, noz-moscada, vinho branco, agua, mais agua, um pouco mais..... quando estiver pronto, acrescente coentro, queijo ralado e creme de leite. Uma salada mista acompanha super bem.

não é novidade, mas é rápido, delicioso e as celulites agradecem!!

Bom apetite....
se for almoço, um suco de laranja, se jantar um vinho branco!!

INDICAÇÃO DE LEITURA: meu artigo....

Escrevi recentemente um artigo sobre moda, comportamento, consumo e tecnologia para um site de Moda muito legal e a partir de agora me tornei uma de seus colaboradores. (isso explica minha demora em postar algo novo aqui). O endereço do site é: WWW. fashionbubbles.com e super vale a pena ler. Primeiro porque é bom mesmo, rss... segundo porque a editora do site disse que AMOU!!!!!!!, portanto, é bom mesmo, terceiro porque toco em vários pontos que certamente deixaram os marxistas de cabelo em pé, o que o torna melhor ainda. rsssssssss.....

Apesar de ter usado alguns conceitos marxistas finalizo o artigo deixando claro que embora considere a dialética uma metodologia que me ajuda a pensar a contemporaneidade, me isento completamente de sectarismos ideológicos. A editora do site disse que AMOU!!!!! isso também. rsssss.... Portanto, eu e a editora, começamos bem e certamente essa parceria renderá muitos artigos e reflexôes interessantes.

Tudo bem que a Marcela Versiane, com toda delicadeza que lhe é peculiar, preferisse que eu tivesse enterrado o marxismo definitivamente e que a Rosi Rado tenha me achado (não perguntei a ela ainda, mas tenho quase certeza disso) uma burguesa escrevendo sobre futilidades. Mas é a divergência que torna nossas reflexões interessantes. A unanimidade é chata, mediocre e porque não dizer, um banho de gelo sobre nossos neurônios.

Se se interessarem, o titulo do artigo é MODA, CONSUMO, COMPORTAMENTO E TECNOLOGIA: REFLEXÃO INALGURAL.

...e que subam as fumaças!!!

Angela Rodrigues.