Sou rodeada de pessoas que amam Almodovar, nunca foi o meu caso.
Depois de muitas indicações e de certezas de que eu gostaria, assisti A pele que habito. É de tirar o fôlego! São tantas alegorias, tantas alusões diretas à uma variedade de temas muitas vezes apenas indiretamente aludidos que, confusa, só me resta indicar e categorizar o filme como imperdível.
Talvez o fato de estar terminando de ler Carta ao Pai de Kafka, e por estar de férias, precise de muito mais ócio, para escrever algo que valha!
Angela R.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
INDICAÇAO: Jane Austen, Orgulho e preconceito (livro e filme)
Há tempo vi o filme. Há pouco terminei de ler o livro.
Tenho lido Jane Austen ... Dentre os lidos, Orgulho e Preconceito (1813) é meu preferido, assim como de milhares de ingleses.
O que mais me fascina na autora é a arte de escrever pintando, nos mínimos detalhes, detalhes mínimos!
A tônica de Austen é sempre a mesma, a relaçao de UM HOMEM e de UMA MULHER na sociedade rural inglesa do século XIX e todas as venturas e desventuras que a rigidez e a hipocrisia das normas da época impunham.
Ainda que ela descreva o desencanto existencial de mulheres e homens numa sociedade totalmente verticalizada e preconceituosa, em Orgulho e Preconceito prevalecem os encantos de um casal que se deixa seduzir pelo verbo conjugado - como o título da obra sugere - sempre na forma imperativa...
Austen domina de tal forma a arte de contar, que descreve o amor de Fitzwillian Darcy e Eizabeth Bennet prescindindo de qualquer alusão ao toque, é o estado psíquico dos personagens que nos permite mensurar a intensidade do desejo.... o que isso causa ao leitor? não indicaria a leitura se não valesse muito!!
Vi novamente o filme (2005), e tirando a forma caricata com que Bingley é representado por Simon Woodsum, e considerando que a a atuação de Keira Knightley como Elizabeth as vezes nào convence, pelo menos para quem lê o livro, o filme é um arraso na figura de Matthew Macfadyen que encarna Fitzwillian Darcy.
A fotografia, a trilha sonora e as locações mereceriam um post menos parcial... gostei muito!!
veja o trailler aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=Y6XneqkfD3c
Angela R.
Tenho lido Jane Austen ... Dentre os lidos, Orgulho e Preconceito (1813) é meu preferido, assim como de milhares de ingleses.
O que mais me fascina na autora é a arte de escrever pintando, nos mínimos detalhes, detalhes mínimos!
A tônica de Austen é sempre a mesma, a relaçao de UM HOMEM e de UMA MULHER na sociedade rural inglesa do século XIX e todas as venturas e desventuras que a rigidez e a hipocrisia das normas da época impunham.
Ainda que ela descreva o desencanto existencial de mulheres e homens numa sociedade totalmente verticalizada e preconceituosa, em Orgulho e Preconceito prevalecem os encantos de um casal que se deixa seduzir pelo verbo conjugado - como o título da obra sugere - sempre na forma imperativa...
Austen domina de tal forma a arte de contar, que descreve o amor de Fitzwillian Darcy e Eizabeth Bennet prescindindo de qualquer alusão ao toque, é o estado psíquico dos personagens que nos permite mensurar a intensidade do desejo.... o que isso causa ao leitor? não indicaria a leitura se não valesse muito!!
Vi novamente o filme (2005), e tirando a forma caricata com que Bingley é representado por Simon Woodsum, e considerando que a a atuação de Keira Knightley como Elizabeth as vezes nào convence, pelo menos para quem lê o livro, o filme é um arraso na figura de Matthew Macfadyen que encarna Fitzwillian Darcy.
A fotografia, a trilha sonora e as locações mereceriam um post menos parcial... gostei muito!!
veja o trailler aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=Y6XneqkfD3c
Angela R.
sábado, 6 de março de 2010
ARTE: .... e guerra

Independentemente do tipo, da motivação, dos envolvidos. A guerra tira tudo do lugar. E que o mostre Picasso. Recebi esse video por email. Emociona pacíficos e beligerantes...http://www.lena-gieseke.com/guernica/movie.html
ANGELA R.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
COMPORTAMENTO: ver o que se quer...
"CADA UM SABE A DOR E A DELICIA" DE VER O QUE QUER...
http://www.youtube.com/watch?v=sDF7VYyGFs0&feature=related
ANGELA R.
http://www.youtube.com/watch?v=sDF7VYyGFs0&feature=related
ANGELA R.
sábado, 10 de outubro de 2009
TEATRO: A bela e a fera... o poder de um acento...
não estou nem um pouco pontual, vi esse espetáculo há um mês ... mas não podia deixar passar. primeiro porque é lindo, o figurino, o elenco, os efeitos especiais, o cenário, é realmente uma super produção... somando-se a isso, experenciar a reação das crianças foi demais... mas o gostoso mesmo foi assistir ao musical todo sem ser acometida pela preguiça que geralmente me dá no meio dos espetáculos, principalmente quando fico super antenada pensando sobre o que vejo e o que ouço....
mas, depois de tanto tempo, aqui, sentada em frente ao pc me pego crescida novamente e já que escrever sobre a diversidade, a diferença, seria incorrer em uma obviedade infantilizada melhor simplesmente pensar sobre o poder de um acento agudo... de uma conjugação verbal...
A BELA É A FERA
A BELA ESTÁ UMA FERA
mas, depois de tanto tempo, aqui, sentada em frente ao pc me pego crescida novamente e já que escrever sobre a diversidade, a diferença, seria incorrer em uma obviedade infantilizada melhor simplesmente pensar sobre o poder de um acento agudo... de uma conjugação verbal...
A BELA É A FERA
A BELA ESTÁ UMA FERA
FILME: imperdível...
A mulher do meu amigo,
filme nacional, elenco interessantíssimo ( com exceção da Mariana Ximenes) é muito, mas muito divertido!!! vale super a pena ver, e olha q eu estava putíssima com as produções nacionais!!!
Trata-se de uma comédia que satiriza, brinca, mas nos incomoda, ao aludir ás nossas escolhas...
A vida é feita de escolhas!!!!!
sim, e muitas delas são conscientes, outras necessárias, outras ainda racionais, outras amorosas, outras intimas e pessoas.... escolhemos amigos, amores, profissão, mas, de alguma forma também somos escolhidos o tempo todo...nessa mistura de escolhas e escolhidos a vida muitas vezes assume realmente tons de comédia o que é sempre delicioso!!
Dei muitas e boas risadas!! adorei!!
E, agora é esperar o que dirá a Versiani!! se é q escolheu acatar minha sugestâo!!
filme nacional, elenco interessantíssimo ( com exceção da Mariana Ximenes) é muito, mas muito divertido!!! vale super a pena ver, e olha q eu estava putíssima com as produções nacionais!!!
Trata-se de uma comédia que satiriza, brinca, mas nos incomoda, ao aludir ás nossas escolhas...
A vida é feita de escolhas!!!!!
sim, e muitas delas são conscientes, outras necessárias, outras ainda racionais, outras amorosas, outras intimas e pessoas.... escolhemos amigos, amores, profissão, mas, de alguma forma também somos escolhidos o tempo todo...nessa mistura de escolhas e escolhidos a vida muitas vezes assume realmente tons de comédia o que é sempre delicioso!!
Dei muitas e boas risadas!! adorei!!
E, agora é esperar o que dirá a Versiani!! se é q escolheu acatar minha sugestâo!!
sábado, 1 de agosto de 2009
FILME E RECEITA: A festa de Babette e outra delicia...

Tenho postado impressões sobre vários filmes, algumas mal humoradas admito, outras excessivamente parciais, subjetivas, apaixonadas... meu universo é meu umbigo e muitas vezes vejo na tela roteiros que, certamente estáo em total dessintonia com o que se quis mostrar... Mas, independentemente de saber como minhas impressões soam para eventuais leitores, meu prazer maior é sempre brincar com as palavras, e fazer com que elas me guiem em vários momentos em que me faltam argumentos para aclamar ou redinamizar roteiros, valores, atores...Na postagem anterior, disse que As sombras de Goya certamente ficaria entre meus prediletos, mas tão logo vi o proximo, já mudei de idéia... A FESTA DE BABETTE, é certamente o melhor filme que vi, neste ano.
É adorável, propicia a experiência da alteridade, e com ela, a percepção de que a calmaria traz uma leveza nem sempre experenciada na cotidianidade. A unidimensionalidade da existência de mulheres que, optaram por ela, é realmente deliciosa! O filme dinamarquez não é de inquietar como a grande maioria que me seduz tanto, mas, muito sutilmente sugere algo...
A sinergia de imagem e sabores é inspiradora para os amantes dos seus próprios sentidos!Penso que a "objetividade" da crítica especializada compromente profundamente nossas impressôes... portanto, NUNCA devem ser lidas antes de olharmos a tela!! ESSA É MAIS UMA REGRA, SUBJETIVA, CLARO!!...
Mas, caso minhas impressões nao tenham impressionado, não deixe de ler a critica especializada, certamente, terá uma motivação adicional...
Ao término fo filme, a vontade de degustar algo foi incrivel, fui para a cozinha e fiz algo, que também vale a pena ser partilhado:
Nessa ordem: azeite, alho, cubos de frango, ervas finas, pimenta do reino moida na hora, páprica doce, mel, castanhas, vinho tinto, talos de acelga, mais mel, mais vinho....
A carne branca ganha cor, a acelga absorve todos os sabores, ficou divino... comi com arroz branco e uma salade de acelga com hortelã... e uma taça de vinho branco.
domingo, 28 de junho de 2009
ALIMENTANDO A ALMA: Schubert
QUANDO atentamos para nós mesmos, tendemos quase que naturalmente a descobrir o que nos alimenta.... sabores, aromas, texturas, imagens, sons..... nos redescobrimos através de nossas percepções, da real fruição, independente de normas, regras, tradições, modismos, academicismos, .... a fruição pela fruição, nada melhor.....Fui a um concerto da orquestra sinfonica de Ribeirão Preto, com algumas peças de ópera... foi uma catarse... arrisquei alguns CDs: Schubert, wagner e Shopin... não ha como desccrever aqui .... até porque não interessartia a ninguem.... a sensação de alma alimentada é sublime ....
vale sempre a pena nos aventurarmos, nos descobrir a cada dia a partir de redescobertas até mesmo do já conhecido, experimentado...
Schubert em especial...
domingo, 24 de maio de 2009
FILME: porque re(ver) HAIR...
poderia ser simplesmente porque depois de Ghoethe, de Flaubert, e outros do gênero, a mente queira descansar, mas a verdade, é que Hair descansa a mente, relaxa o corpo, mas nos assegura a experiência do "ócio criativo" ..... o filme termina, algo fica em nós.... nos perturbando mas com toda sutileza que o prazer requer... nessa perturbação silenciosa, ora pensamos na dor de se quebrar paradgmas, ora refletimos sobre o prazer de poder fazê-los..... o ganho intelectual q pode nascer, pode ter os traços dialeticamente familiares.... a sensação de déjá vue é inevitável - não só por estarmos revendo as cenas, claro...
domingo, 17 de maio de 2009
FILME: porque assistir AFINIDADES ELETIVAS

Afinidades eletivas....
Novamente os clássicos da literatura universal... Mas agora Ghoethe!A principio fiquei pensando no titulo que, aos meus ouvidos soa lindamente, e talvez por isso quase me fez crer que veria outras cenas...na trama as afinidades não são eletivas como na vida também não, na trama os casais se unem apesar de todas as desuniões que a união lhes traz ... o filme deixa a desejar, é pouco interessante, lento, quase sem cor, não gostamos dos personagens, das afinidades, da forma como termina....mas terminamos lembrando que Ghoethe é dono de um léxico mortal, matou com palavras! Poucos têm tanto poder....
Certamente por isso vi até o final.
Para quem não sabe vale a pena conferir:
Novamente os clássicos da literatura universal... Mas agora Ghoethe!A principio fiquei pensando no titulo que, aos meus ouvidos soa lindamente, e talvez por isso quase me fez crer que veria outras cenas...na trama as afinidades não são eletivas como na vida também não, na trama os casais se unem apesar de todas as desuniões que a união lhes traz ... o filme deixa a desejar, é pouco interessante, lento, quase sem cor, não gostamos dos personagens, das afinidades, da forma como termina....mas terminamos lembrando que Ghoethe é dono de um léxico mortal, matou com palavras! Poucos têm tanto poder....
Certamente por isso vi até o final.
Para quem não sabe vale a pena conferir:
http://www2.uol.com.br/JC/_1999/0509/cc0509e.htm
sábado, 16 de maio de 2009
FILME: A professora de piano...


A Professora de Piano, é um filme para poucos.
É visceral, indigesto, feio, mas indiscutivelmente perturbador.
O diretor é fantástico, nos prende mesmo nos enojando a cada cena; a atuação de Isabelle Huppert é fascinante; a personagem prescinde de palavras para nos fazer ouvir um corpo em desespero, judiado, embotado, impossibilitado da fruição. Tudo nele é proibido, cerceado, a abstinência que o aflige maximiza uma existência indiscutivelmente cartesiana;
A pianista dá á sua existência metafísica o melhor dos alimentos e mortifica seu corpo da forma mais vil e auto-destrutiva. Tira-lhe o direito da fruição, do prazer, do êxtase, da calmaria que apenas um toque pacífico pode assegurar. Ela o violenta o tempo todo e busca no outro apenas a possibilidade de se tornar o nada...
O diretor é fantástico, nos prende mesmo nos enojando a cada cena; a atuação de Isabelle Huppert é fascinante; a personagem prescinde de palavras para nos fazer ouvir um corpo em desespero, judiado, embotado, impossibilitado da fruição. Tudo nele é proibido, cerceado, a abstinência que o aflige maximiza uma existência indiscutivelmente cartesiana;
A pianista dá á sua existência metafísica o melhor dos alimentos e mortifica seu corpo da forma mais vil e auto-destrutiva. Tira-lhe o direito da fruição, do prazer, do êxtase, da calmaria que apenas um toque pacífico pode assegurar. Ela o violenta o tempo todo e busca no outro apenas a possibilidade de se tornar o nada...
Talvez ter vivido na bela vista explique algo... talvez!
Lê, valeu!
terça-feira, 21 de abril de 2009
FILME: O clube de leitura de Jane Austen






essa seria uma indicação exclusiva a mulheres, mas melhor evitar unidimensionalidades, Marcuse não me perdoaria....
O quotidiano tem o poder de embotar nossa sensibilidade. Corremos o risco de nos alimentarmos de sensações contaminadas por impurezas da percepção tátil; de nos deixamos seduzir pela visão desprovida da acuidade necessária para enxergarmos o que vemos; corremos o risco de perdermos a capacidade de abstrair os ruídos que colapsam comunicações de todos os tipos e de confundirmos malbec, cabernet salvignon, carmenere. Cheiros e gostos perdem as especificidades, denunciando as fraquesas até mesmo de um sommelier ....
Nessa confusão, que pode acometer a todos, surgem mecanismos interessantes de defesa do mimetismo da pirataria de vinho, de cheiro, de gostos, de textura, de pessoas...
Mas a confusão pode estereotipar, e a estereotipia confundir, ai o circulo é eterno... Pedem-se parâmetros: trocam-se pessoas por bichos, fantasia pela realidade, aventuras por amores, estabilidade por satisfação, solidão por insatisfação....
O CLUBE DE LEITURA DE JANE AUSTEN (2008) explora tudo isso lindamente. Brinca com as palavras e as tramas pessoais de forma absurdamente simples. Talvez isso assegure ao filme um tom de sofisticação nem sempre visto...
Difícil não se identificar com alguma delas,
Eu adorei!!
Nessa confusão, que pode acometer a todos, surgem mecanismos interessantes de defesa do mimetismo da pirataria de vinho, de cheiro, de gostos, de textura, de pessoas...
Mas a confusão pode estereotipar, e a estereotipia confundir, ai o circulo é eterno... Pedem-se parâmetros: trocam-se pessoas por bichos, fantasia pela realidade, aventuras por amores, estabilidade por satisfação, solidão por insatisfação....
O CLUBE DE LEITURA DE JANE AUSTEN (2008) explora tudo isso lindamente. Brinca com as palavras e as tramas pessoais de forma absurdamente simples. Talvez isso assegure ao filme um tom de sofisticação nem sempre visto...
Difícil não se identificar com alguma delas,
Eu adorei!!
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