Mostrando postagens com marcador Moda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Moda. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de maio de 2010

MODA E TRIBO URBANA: me perguntaram, respondi...


Recebi recentemente o contato da Patrícia, aluna do curso de Moda da Universidade São Judas Tadeu de são Paulo. Ela me "achou" por aqui, e me enviou algumas questões referentes a tribo urbana e moda. As questões foram elaboradas da forma como se apresentam abaixo. Respondi com prazer, pois a palavra sempre me revigora!
************************
1 O que a moda representa na nossa sociedade?

Entendo a moda contemporânea como um fenômeno que lança luz sobre o espírito do nosso tempo, marcado por contradições de todas as ordens, das quais destaco:
a) Globalização e glocalização;
b) Individualismo exacerbado e ascensão de comunidades (tribos urbanas, comunidades virtuais);
c) Coisificação do corpo e tomada de consciência da corporeidade;
d) Estereótipos e padronização da aparência e democratização da moda.
Explico. Desde as décadas de 1980 e 1990 muito tem se falado sobre a globalização da cultura, da economia e da sociedade, assegurada sobretudo por políticas de cunho neoliberal. A globalização desconhece fronteiras e particularismos, mas com ela surge também, como que num processo dialético, a glocalização que corresponde à valorização dos regionalismos e das particularidades culturais de países e regiões.
Quanto ao individualismo, podemos dizer que há muito, perdeu-se a noção do todo. O individualismo em todas as suas manifestações tem repercutido no predomínio do egoísmo que compromete o bem estar social. Mas, como se cansados da solidão, vemos nascerem a cada dia tribos urbanas, comunidades de interesse, comunidades virtuais, que de alguma forma resgatam a troca (ideológica, estética, psicológica, existencial).
No que se refere ao corpo, sabemos também que desde a década de 80 o corpo “perde”seu status biológico assumindo a posição de objeto, passível de ser modificado, transformado, vendido, qualificado, desqualificado, amado e odiado. Se por um lado essa modificação teve um aspecto mercadológico indiscutível, podemos dizer que concomitantemente a isso tem ocorrido a posse do mesmo corpo por sujeitos livres para aderirem à arte do corpo (tatuagem, piercing) e às modificações corporais (body modification) por exemplo, como manifestações de sua corporeidade, ou seja de um corpo que pensa, questiona, reflete, reivindica, que tem autonomia.
Finalmente, no que tange à padronização e democracia da moda, penso que hoje temos o privilégio de sermos iguais se assim o quisermos, e de sermos diferentes sem sermos excluídos. E isso é fantástico. Do ponto de vista prático, a moda hoje passa por um dos seus momentos mais interessantes por assumir a diversidade, de formas, cores, texturas, conceitos e, como não poderia ser diferente, de consumidores de moda. O mimetismo parece não prevalecer e a insistência na vitimização do individuo no que diz respeito à ditadura da moda corresponde a um arcaísmo pouco justificável.

2 Qual o motivo das pessoas se identificarem e buscar um estilo próprio dentro das tribos? A senhora acha que seja uma questão de sobrevivência, segurança?

O ser humano tem um instinto gregário, não se satisfaz com a solidão. A alteridade é imprescindível para sua humanização. É através do outro que o individuo se constitui. Nesse sentido, penso que as tribos urbanas são apenas indivíduos agregados a partir de uma teatralidade que envolve gestos, indumentária, linguagem, produções simbólicas. Inserido em uma tribo, o indivíduo se fortalece e se sente inserido no todo. Vejo as tribos urbanas como algo natural e que responde, à sua maneira, ao individualismo exacerbado que empobrece e enfraquece ainda mais um ser que nunca foi forte ao ponto de prescindir do outro.

3 Quais os aspectos positivos e negativos de seguir um determinado estilo; punk, hippie, clubbers...

Penso que se o indivíduo participa de uma tribo urbana por convicção, por ideologia, e adere com paixão à sua configuração estética, ética, política e cultural, não há nenhum prejuízo no processo de solidificação de sua identidade. Contudo, se o que motiva a participação do individuo em uma tribo é apenas fragilidade estética, ética, política e cultural sua aderência ao grupo não vai assegurar o que ele precisa. Talvez isso explique a existência de tribos urbanas violentas, neonazistas, preconceituosas.
Os hippies e os punks na sua origem tiveram um papel subversivo, ideológico e cultural muito importante. Cada um a seu tempo e à sua maneira contestaram a hipocrisia e a marginalização sócio-econômica com originalidade e sobretudo com bases reflexivas bastante claras. Os clubers por sua vez, deram leveza e cor principalmente aos anos 80, década marcada pela apatia ideológica. Aqui, indiscutivelmente, temos uma tribo marcada pela teatralidade a que me referi anteriormente. E penso que a teatralidade, a ludicidade e a fantasia de maneira geral são relevantes na concepção de formas alternativas de se inserir no todo.

4 No seu ponto de vista quais as tendências dessas tribos para os próximos anos?
Como o mercado de moda pensa sobre esses estilos?

Não tenho a menor idéia se as tribos urbanas vão se multiplicar ou se diluir com o tempo. Mas, penso que o jovem pós-moderno está imerso em um contexto propício para diversas manifestações comportamentais. Da indefinição de valores éticos e da fugacidade da era digital podem surgir tribos urbanas sem roteiros ou novos enredos com elencos que nos surpreendam a todos. O mercado da moda só tem a ganhar com a plasticidade das tribos urbanas. Não são elas que buscam referências na passarela; são elas certamente fontes de ineditismos revigorantes para os criadores de moda. Quanto a isso, não tenho dúvidas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

MODA: incômodo...



Acho impressionante como o um conceito resiste em nossa retina, muito mais que qualquer imagem.... Tinha decidido que não postaria nada sobre o desfile de Ronaldo Fraga, no SPFW 2010, mas, por mais que eu tente, nào consigo me isentar de um incômodo ENORME quando vejo alguma de suas imagens..... Apesar de não saber quem foi a coreógrafa que ele homenageia - que me permitam a ignorância - algo de suas imagens me dizem muito mais que a biografia dela me contaria..... achei que o feio prevaleceu mas me impressionei com o poder do seu verbo....

De tudo o que vi no SPFW, essa passarela, até agora, me perturba, me incita a pensar sobre nossas direções.... na moda, na arte, .... na VIDA!
Angela Rodrigues

sábado, 30 de janeiro de 2010

MODA: presságios...






A partir de algumas das coisas que vi do SPFW fiquei pensando sobre como um individuo consegue se destacar na multidão por ser muito bom no que faz, pensei de que percurso tudo aquilo resulta?... mas pensando melhor, há pessoas que são muito boas no que fazem e que não se destacam, não aparecem, nào contam histórias... Mas há também muitas pessoas que se destacam, se tornam ícones (odeio esse termo), referência, apesar ou justamente (?), em função de sua mediocridade....
O acender ou o apagar dos holofotes depende de uma somatória de fatores na qual, penso eu, o talento, é apenas um coadjuvante, que auxilia um algo mais que ainda não sei direito o que é.... se coincidencias providenciais ou muito pessoais....
Pensei sobre isso, ao ver o desfile do Alexandre Herchcovith que optou por despersonalizar seus modelos nas passarelas... Wellker, um querido aluno meu, teve a mesmissima idéia bem antes, em seu trabalho de conclusão de curso de Moda (dezembro/2009) do qual fui orientadora!!
É claro que as caveiras sempre estiveram com o Herchcovitch, mas, nesse desfile, chegaram primeiro às passarelas do Wellker!! Bons os presságios...

Angela Rodrigues, ao calor ribeiraopretano!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

MODA: o que gosto e o que acho duvidoso sempre...

Em vários momentos já escrevi sobre moda, falei rapidamente sobre ela, mas em nenhum deles mostro o que gosto.Talvez alguns exemplos preliminares sejam interessantes:

1 Em se tratando de estilo pessoal, gosto muito de Chiara Gadaleta







2 Em termos mais gerais, gostei muito do desfile da Forum Tufi Duek inverno 2010












3 Um bom exemplo do que acho perigoso, pode ser visto no desfile da Alessa no encerramento do Fashion Rio inverno 2010
como as imagens não falam por si só....
acho que um bom parâmetro, senào o melhor, para avaliarmos nossas paixões é o tempo que nos dedicamos a elas, independentemente de termos tempo ou não .... ainda que esteja escrevendo um artigo, preparando um curso, namorando, com sono, com vontade de algo, em quaisquer condiçoes, sempre me sobra um tempo para observar a moda.... gosto de ver, de avaliar, de analisar, de ler sobre, de interpretar, de repensar sobre sua plástica e sobre a forma como reveste, redefine e modela a plástica do corpo.... enfim, sou apaixonada incondicional.... e desde sempre.... paixáo das mais antigas....

O que sempre gosto? o limpo.
Quem me conhece pode achar estranho, uma vez que nem sempre estou muito básica, mas adoro o lado limpo da moda. Cores, formas, cortes e texturas limpas sào sempre muito bem vindas no meu guarda roupas....exatamente por isso, para mim, é atemporal...umas das poucas fotos que tenho de quando estava na pre-adolescância visto jeans e camiseta branca, combinaçao das mais preferidas até hoje, só troquei o tenis pelo scarpin! ....
O que nunca gosto?
Claro, o poluido: cor poluida, acessórios poluídos, texturas poluídas, misturas poluidas, casamento de referências poluidas.
Creio que poquissimas pessoas permitem extravagâncias...e, se se tiver como bancar, as únicas recomendáveis sào os pontos de luz e sombra dos acessórios: a mistura de colares, um diferencial em sapatos e bolsas. A forma como o acessório enfeita é um indicativo importante de estilo, e este, diga-se de passagem, nunca sai de moda.
MODA para mim implica e requer o TODO, visto de forma "HOLISTICA":
1 Chiara Gadaleta, é elegante e a considero uma boa referência porque nunca vi nenhuma outra bancando lindamente uma cobra horrivel permanentemente vestindo sua pele! além disso, ela se expressa bem e tem uma boa expressão corporal .
2Gostei muito da Forum e de Eduardo Pombal. Ambos foram sutiz na passarela, foram impecáveis em suas cores, traços e posturas, limpos e lindos!!
3Não me agradou a miscelânia revestida de referência única da Alessa no encerramento do Fashion Rio inverno 2010. Cabelos, sapatos, texturas, cortes, cores, acessórios ficaram ainda mais poluidos com a performance da estilista na passarela...
Em suma, penso que avaliar a MODA independentemente da totalidade do cabide, é um erro dos mais bossais, exatamente por isso, as passarelas servem apenass de vitrine do que o mercado vai nos oferecer, nunca devemos nos espelhar nela pois o risco de uma miopia que só enxerga lá e nào cá, é enorme!!!!
... aos som de trovoadas piracicabanas.
Angela Rodrigues.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

MODA: a roupa da moça da roça

Ver roupas executadas a partir de um processo de criação absolutamente intuitivo é realmente uma experiência encantadora. Vi as peças e perguntei a ela, na linguagem dela claro, quais eram suas referências criativas. A resposta foi rápida e objetiva: sou da roça, não vejo revista para criar roupas não!!

Conversamos deliciosamente. Explicando alguns conceitos acadêmicos que faziam seus olhos brilharem, aprendi com ela.

A relação do criador com sua criação é mesmo muito peculiar, sobretudo quando a fruição prevalece. E, em se tratando de Moda, nem sempre deu-se a devida atenção aos que tem uma forte relação com ela, sem contudo, ter ciência de todas as suas interfaces antropológicas, culturais, econômicas, sociais, políticas, etc, etc, etc, .....

Hoje, está na moda, o artesanal, o marginal, o natural, o vintage... A roupa parece requerer a sua aura, perdida sobretudo com o prêt-à-porter. Mas, para o criador a consciência dessa perda, compromete a aura, a torna novamente contaminada... E é por isso, que o criador que prescinde das tendências para criar se torna tão especial.

Em seu cartão de visitas ela e sua criação se confundem. Nele, lê-se apenas: ZEFFA CONFECÇÕES em artesanato algodão cru e seda (sic).

Eu, adorei! Preciso reler os frankfurtianos!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

MODA: moda e estilo (idéias preliminares)

Tenho pensado bastante sobre moda e estilo, à luz dos conceitos de indivíduo e sociedade. Independente de uma teoria basilar sobre a constituição do indivíduo e da sociedade, penso que a relação dialética entre um e outro nos permite refletir sobre a relação do indivíduo com o mercado de produtos de moda. Acho que falar em ditadura da moda e massificação requer hoje, algumas ressalvas, senão muitas ressalvas, e isso é uma delícia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O individuo só se constritui na sociedade e esta obviamente não é uma abstração mas um conjunto de individuos concretos. Portanto, a referência de vestuário, de moda e até mesmo de estilo é sempre construída socialmente. Não existe individualidade absoluta a não ser na metafífica e não faz o menor sentido pensarmos nesse conceito quando tratamos de moda.

Penso que estilo é realmente algo muito pessoal; é resultado de filtragens que o individuo faz das inumeras possibilidades oferecidas no mercado.Essa filtragem tem como critério de seleção a personalidade, estilo de vida, valores pessoais, relação com o corpo, profissão, cultura, enfim, com tudo aquilo que "participa" da existencia interna e externa do individuo. ( Nunca se esqueça disso, Virginia Zanucci).

Moda e estilo não são conceitos excludentes, pois, ainda que o indivíduo tenha um estilo completamente peculiar e à parte do que se ve nas passarelas, nas ruas e na midia de maneira geral, seu referencial acaba sendo aquilo que ele nega, ou seja a moda vigente. Ate mesmo nos casos mais extremos penso que o estilo anti-moda no sentido mais forte do termo, se constroi a partir da negação da moda corrente, que justamente por ser negada, continua sendo a referencia do individuo. (Não ha nada de inteligente nesse parágrafo!!!!!).

A moda tem data de nascimento, e por mais original que o individuo se considere ao vestir-se, por mais que relegue o universo efêmero da moda à último plano, deve lembrar-se que sua originalidade absoluta depende de uma ruptura com mais ou menos 500 anos de moda ( século XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, decada de 20, de 30, new look, hippies, punks, etc etc etc ....)

Em se tratando da maioria, o que percebo é que:

a) a adesão incondicional à moda e às tendências pode sugerir uma dose acentuada de passividade do individuo; um medo de incorrer ao kitsh ( o 8 PECADO CAPITAL, segundo Marcela Versiani) ou simplesmente uma atitude acrítica do sujeito com relação às construções sociais; não havendo uma filtragem das inúmeras possibilidades, a relaçãpo dialética nao se realiza e quem perde é sempre o individuo que está na moda!!

b) a adesão parcial à moda e às tendências pressupõe critérios de seleção o que sugere uma relação crítica do individuo frente ào que lhe é oferecido, quase empurrado garganta abaixo!!!!

Um bom parâmetro para sabermos se temos estilo ou se estamos na moda é avaliarmos a quantidade de peças de roupas e de acessórios que temos, e que foram adquiridos há muito mais que alguns anos.....

Por enquanto, e num dia muito cansativo intelectualmente, arrisco uma definição:

Estilo é a forma particular de se compor um look, mas tem a ver acima de tudo com a forma como o indivíduo BANCA a roupa que veste!!!!!!!!

Angela R.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

MODA: uma visão inteligente

Tenho lido algumas coisas referentes ao fenômeno moda, mas nenhum artigo me chamou tanta atenção como Entre a arte e o negócio: as classificações da moda em suas relações com as mudanças sócio-históricas de Maria S. de Souza Nery.

Durante vários anos dando aula no curso de Moda e participando de bancas de Monografia e mais recentemente orientando algumas pesquisas da área, tenho percebido que é muito recorrente entre alguns alunos uma "quase vergonha" de demonstrar sua paixão pela moda, pelo vestuário e por tudo o que está diretamente relacionado a esse universo. A impressão que tenho é que alguns alunos, percebem a moda como algo supérfuo ou de pouco relevância acadêmico-social, e talvez por isso, ao escolherem os temas de suas monografias optem sempre por temáticas que lhes permitem criticar o mundo das aparências.

Contudo, a moda é um fenômeno muito mais complexo do que parece, e Nery consegue mostrar isso com maestria. Ao analisar a historicidade das interpretações da produção simbólica, discorre sobre o equivoco em se associar a moda apenas ao mundo dos negócios. A partir de um breve retrospecto da Moda no século XIX, a autora defende, dentre outras idéias, que a moda ora se aproxima, ora de distancia da arte, e que apesar de ser um universo que tende à racionalização (inerente ao mundo dos negócios) classifica-la como arte ou nao arte é uma arbitrariedade. Através de conceitos tais como divisão do trabalho, unicidade, atemporalidade, produto, dentre outros, a autora demonstra com clareza que falar em ditadura da moda é uma falácia.

Com o respaldo de teóricos importantes (Weber, Marx, Rousseau, Kant, Escola de Frankfurt) a Nery, nos deixa muito à vontade para declararmos sem nenhuma culpa nosso amor incondicional, pelo fenômeno que nos veste, nos assegura personalidade e estilo, movimenta a economia mundial, cria milhares de postos de trabalho, e nos permite entender um pouco mais as mudanças discursivas no decorrer da história, o que pressupôe questôes economicas, politicas, ideoloógicas e culturais. Portanto, esse artigo é um convite inteligente para repensarmos nossa perceção sobre a moda e, sobretudo sobre a historicidade dos juízos de valor.

Angela R.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

NOTA DE RODAPÉ: o casaco de Marx

Fiz alusão mais de uma vez ao casaco de Marx. Para quem não sabe, o casaco é de Karl Marx mesmo, e nos é aprentado pelo autor Peter Stallybrass. Como li o livro há mmmuito tempo, não me sinto a vontade para comenta-lo, por isso vou postar apenas um comentario da assessoria de comunicação da Autentica Editora, na qual podemos ler:

"[...] num tom poético e comovente, Peter Stallybrass nos faz pensar sobre nossa relação com as roupas e com as coisas em geral. Por meio das idas e vindas do casaco de Marx, Stallybrass nos faz refletir sobre as complexas relações entre as coisas como objetos de uso, como objetos aos quais imprimimos nossas marcas, como objetos que carregam nossa memória, e as coisas como mercadorias – precisamente o problema de Marx em O Capital" ( disponível em : http://www.autenticaeditora.com.br/noticias/item/259, acesso em 04 dez 2008).

Penso que esse livro nos faz repensar nosso apego a qualquer coisa, dizer que é mero materialismo, incomodaria ao próprio Karl Marx. Para quem gosta de roupas, moda, mercadorias de quaisquer espécie, vale a pena a indicação. Lendo o livro nos distanciamos de posições muito superficiais quanto à nossa relação com nossos objetos.

Angela R.