Escrever está me dando prazer como nunca tive antes.
De fato, nasci para viver com as palavras, não tenho dúvida disso, estabeleci há pouco uma relação tão amistosa que chega a ser lúdica e mesmo assim elas não me traem, brincar com o léxico me liberta de ortodoxias, desperta outras faculdades que divertem minha razão, na maioria das vezes, extremamente truculenta!!!!!!!!!!
Talvez apenas agora tenha descoberto a delícia de pensar e de poder expressar minhas idéias sem estar cumprindo exigências acadêmicas e/ou tendo necessariamente que contar com respaldo teórico para subsidiar minhas extravagências intelectuais. Hoje me permito simplesmente pensar sobre fatos que, a meu ver, denunciam as especificidades da contemporaneidade. Dar a cara à tapa não é assim tão fácil, mas é decisivo para a atividade reflexiva das mais simples às mais elaboradas. Talvez ainda chegue às elaboradas.
As temáticas que privilegio tem me remetido à Marx, à Freud, à Jung, à Levy, enfim... a pensadores consagrados do pensamento ocidental, mas nessa fase em particular, estou estudando mesmo são as minhas idéias, minhas percepções, minhas impressões, e, para faze-lo com com prazer, deixo que os téoricos venham até mim.... é facil assim! Marx chegou cauteloso, mas foi chegando ... há muito não falava dele. Freud e Jung me assombram as vezes, mas são fantasmas queridos, adoro, inclusive suas divergências....enfim, tem muita gente boa na fila....
Em meu segundo artigo para o site de moda FB (WWW. fashionbublles.com) escrevi sobre o Big Brother Brasil 9 e o avalio como um pecado capital contemporãneo: todo mundo critica, mas poucas pessoas resistem.
Tentei, ainda que de forma sutil, apontar no programa o eterno dilema entre o id, o ego e o superego freudianos. Aquele que tudo quer, o que permite algumas coisas e aquele que normativiza o desejo.
Entendo sinceramente que com o neo-individualismo atual, somos realmente mais livres, domamos muito melhor nossos desejos, os administramos melhor, somos mais permissivos, não sentimos mais o peso do pecado original. Sentimos apenas a dor do pecado individual, ou seja, das faltas(??) realmente cometidas, de eventuais excessos. Nos permitimos errar mais, exceder em alguns momentos, enfim, parece que aos poucos estamos assumindo nossa humanidade, nossa imperfeição, e assim, somos facilmente perdoados, absolvidos por nós mesmos, claro.
Isso é ora confortável ora assustador, depende apenas do que permeia nossa existência interna e o entorno do nosso universo pessoal.
Minha intenção nesse artigo, foi apontar o eterno conflito a que estamos submetidos. Não ha nada mais humano que o nascisismo (vide Priscila)...rsssss; que a soberba (Newton?), que os conflitos corpo/mente (Nana??), que o dilema entre desejo e razão (Newton e Josy??), que o medo (Léo??), que o esforço da parcimonia (Ralf??), que a Ira ora inocente, ora pecaminosa (Ana, ???)... enfim, como são muitos não daria, entao fui sutil. Espero que os leitores entendam.
A partir desa primeira reflexão, estou agora me preparando para a parte 2, BBB: A ROUPA COMO COADJUVANTE DO JOGO!!!
É isso, simples assim!