
segunda-feira, 31 de maio de 2010
ARTE: Coleçao Nemirovskyi, olhando para os modernistas me senti arcaica...

domingo, 30 de maio de 2010
CINEMA: CHLOE... O preço da traição

sábado, 29 de maio de 2010
COMPORTAMENTO: filosofando com RADIOHEAD e Marcia Tiburi


Dentre as temáticas abordadas estava, como era de es esperar, uma análise existencialista do homem contemporâneo.... me incomodou a análise pouco dialética que ela fez ao insistir na vitimizaçao social e no papel que as tecnologias representam hoje no esvaziamento dos indivíduos.... não gosto dessa unilateralidade......mas gostei do que foi dito, para os iniciados ali, certamente ela deixou seu recado ... além claro, de ter conquistado meu respeito e admiração...... falou dos frankfurtianos, de Debord, e isso foi bem legal ..... são boas referências de leitura.... Dentre os momentos de reflexão surge Radiohead, com Fake Plastic Trees... mais uma escolha feliz.....
vale a pena ouvir aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=CwEeGeLn1E4&feature=related
e pensar sobre:
Um regador verde de plástico
Para uma falsa planta chinesa de borrachana
Terra artificial de plástico
Que ela comprou de um homem de borracha em uma cidade cheia de planos de borracha
Para se livrar de si mesma
Isto a desgasta, isto a desgasta
Isto a desgasta, isto a desgasta
Ela mora com um homem quebrado(sem dinheiro)um homem de poliestireno rachado que só se esfarela e queima
Ele costumava fazer cirurgias em garotas de oitenta anos mas a gravidade sempre vence
E isto o desgasta, isto o desgasta
Isto o desgasta, isto o desgasta
Ela parece ser real
Ela tem sabor de real
Meu amor artificial de plástico
Mas não posso evitar o sentimento
Eu poderia explodir através do teto se eu simplesmente me virar e correr
E Isto me desgasta, isto me desgasta
Isto me desgasta, isto me desgasta
Se eu pudesse ser quem você queria
Se eu pudesse ser quem você queriao tempo todo, o tempo todo
Angela R.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
MODA E TRIBO URBANA: me perguntaram, respondi...

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1 O que a moda representa na nossa sociedade?
Entendo a moda contemporânea como um fenômeno que lança luz sobre o espírito do nosso tempo, marcado por contradições de todas as ordens, das quais destaco:
a) Globalização e glocalização;
b) Individualismo exacerbado e ascensão de comunidades (tribos urbanas, comunidades virtuais);
c) Coisificação do corpo e tomada de consciência da corporeidade;
d) Estereótipos e padronização da aparência e democratização da moda.
Explico. Desde as décadas de 1980 e 1990 muito tem se falado sobre a globalização da cultura, da economia e da sociedade, assegurada sobretudo por políticas de cunho neoliberal. A globalização desconhece fronteiras e particularismos, mas com ela surge também, como que num processo dialético, a glocalização que corresponde à valorização dos regionalismos e das particularidades culturais de países e regiões.
Quanto ao individualismo, podemos dizer que há muito, perdeu-se a noção do todo. O individualismo em todas as suas manifestações tem repercutido no predomínio do egoísmo que compromete o bem estar social. Mas, como se cansados da solidão, vemos nascerem a cada dia tribos urbanas, comunidades de interesse, comunidades virtuais, que de alguma forma resgatam a troca (ideológica, estética, psicológica, existencial).
No que se refere ao corpo, sabemos também que desde a década de 80 o corpo “perde”seu status biológico assumindo a posição de objeto, passível de ser modificado, transformado, vendido, qualificado, desqualificado, amado e odiado. Se por um lado essa modificação teve um aspecto mercadológico indiscutível, podemos dizer que concomitantemente a isso tem ocorrido a posse do mesmo corpo por sujeitos livres para aderirem à arte do corpo (tatuagem, piercing) e às modificações corporais (body modification) por exemplo, como manifestações de sua corporeidade, ou seja de um corpo que pensa, questiona, reflete, reivindica, que tem autonomia.
Finalmente, no que tange à padronização e democracia da moda, penso que hoje temos o privilégio de sermos iguais se assim o quisermos, e de sermos diferentes sem sermos excluídos. E isso é fantástico. Do ponto de vista prático, a moda hoje passa por um dos seus momentos mais interessantes por assumir a diversidade, de formas, cores, texturas, conceitos e, como não poderia ser diferente, de consumidores de moda. O mimetismo parece não prevalecer e a insistência na vitimização do individuo no que diz respeito à ditadura da moda corresponde a um arcaísmo pouco justificável.
2 Qual o motivo das pessoas se identificarem e buscar um estilo próprio dentro das tribos? A senhora acha que seja uma questão de sobrevivência, segurança?
O ser humano tem um instinto gregário, não se satisfaz com a solidão. A alteridade é imprescindível para sua humanização. É através do outro que o individuo se constitui. Nesse sentido, penso que as tribos urbanas são apenas indivíduos agregados a partir de uma teatralidade que envolve gestos, indumentária, linguagem, produções simbólicas. Inserido em uma tribo, o indivíduo se fortalece e se sente inserido no todo. Vejo as tribos urbanas como algo natural e que responde, à sua maneira, ao individualismo exacerbado que empobrece e enfraquece ainda mais um ser que nunca foi forte ao ponto de prescindir do outro.
3 Quais os aspectos positivos e negativos de seguir um determinado estilo; punk, hippie, clubbers...
Penso que se o indivíduo participa de uma tribo urbana por convicção, por ideologia, e adere com paixão à sua configuração estética, ética, política e cultural, não há nenhum prejuízo no processo de solidificação de sua identidade. Contudo, se o que motiva a participação do individuo em uma tribo é apenas fragilidade estética, ética, política e cultural sua aderência ao grupo não vai assegurar o que ele precisa. Talvez isso explique a existência de tribos urbanas violentas, neonazistas, preconceituosas.
Os hippies e os punks na sua origem tiveram um papel subversivo, ideológico e cultural muito importante. Cada um a seu tempo e à sua maneira contestaram a hipocrisia e a marginalização sócio-econômica com originalidade e sobretudo com bases reflexivas bastante claras. Os clubers por sua vez, deram leveza e cor principalmente aos anos 80, década marcada pela apatia ideológica. Aqui, indiscutivelmente, temos uma tribo marcada pela teatralidade a que me referi anteriormente. E penso que a teatralidade, a ludicidade e a fantasia de maneira geral são relevantes na concepção de formas alternativas de se inserir no todo.
4 No seu ponto de vista quais as tendências dessas tribos para os próximos anos?
Como o mercado de moda pensa sobre esses estilos?
Não tenho a menor idéia se as tribos urbanas vão se multiplicar ou se diluir com o tempo. Mas, penso que o jovem pós-moderno está imerso em um contexto propício para diversas manifestações comportamentais. Da indefinição de valores éticos e da fugacidade da era digital podem surgir tribos urbanas sem roteiros ou novos enredos com elencos que nos surpreendam a todos. O mercado da moda só tem a ganhar com a plasticidade das tribos urbanas. Não são elas que buscam referências na passarela; são elas certamente fontes de ineditismos revigorantes para os criadores de moda. Quanto a isso, não tenho dúvidas.
terça-feira, 25 de maio de 2010
RECEITA: arroz com frango...delicioso...

segunda-feira, 10 de maio de 2010
CINEMA: finalmente Alice...


para quem se interessar especialmente pelo figurino, vale conferir aqui: http://estilo.uol.com.br/moda/ultnot/2010/04/22/assista-a-alice-no-pais-das-maravilhas-e-prepare-se-voce-vai-querer-ter-olhos-insones-e-vestidos-azuis.jhtm
Angela R.
domingo, 9 de maio de 2010
COMPORTAMENTO: gostava disso já aos quinze....
VERSOS INTIMOS
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo, Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!
Augusto dos Anjos
COMPORTAMENTO: ...coisas de filhos
Vinicius de Moraes
Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora.
Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fonte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.
Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme.
Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão. que o estudo adormeceu
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu
Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me
eu estou com muito medo, minha mãe.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
CINEMA: A ilha do medo...

Precisei de dois dias para saber se valeria uma postagem ou não.... continua a dúvida... primeiro, que quando vemos o trailler temos a impressão que se trata de um misto de suspense e terror, mas, na verdade o filme é um drama que aliás, demora a acontecer...segundo, que tenho um problema com o Di Caprio, ele nunca me convence, nao me seduz, talvez com a excessão de Diamente de sangue... terceiro, é incrível a sensaçao de deja vu, quando entendemos melhor a trama -Os outros/O sexto sentido/ e até mesmo o recente Caso 39-parecem ter o mesmo argumento travestidos de diferentes temáticas e abordagens.... mas, como sempre, aqui a parcialidade impera, diga-se de passagem...Bom, mas a dúvida nao se justificaria se nao houvesse alguns pontos interessantes. Primeiro, o inicio do filme nos condunde, aliás, é explícita a intençao do diretor nesse sentido. Demorei um pouco para me situar o que considero positivo, pois me fez prestar atençao nas virgulas e nao só nas falas... segundo que, a trilha sonora é interessantíssima e faz jus à tese de que a musica é fundamental para assegurar nosso envolvimento emocional com o que vemos; .... e terceiro porque ver Ben Kingsley sempre vale a pena, não importa se protagonista ou coadjuvante, é um dos meus preferidos...
resumindo, na dúvida, vale sim a pena!!
ANGELA R.
domingo, 25 de abril de 2010
COMPORTAMENTO: ser epicurista.....

segunda-feira, 19 de abril de 2010
CINEMA: vi e não gostei...


domingo, 28 de março de 2010
FILMES: Chanel e outras mulheres...
sinto prazer em pensar, escrever, editar, publicar....rever minhas coisas.....mas ando em crise com minhas idéias. estão sonolentas, desorientadas, descaradamente preguiçosas... tenho visto poucos filmes, nao peguei mais nos pincéis, nao fotografei... talvez esteja precisando urgentemente curar a anemia da alma...
vi recentemente COCO ANTES DE CHANEL, que história forte, ainda que muito mal contada por Audrey Tautou. Meu desejo pelo Chanel n 5, por um óculos e uma bolsa me pareceu super, mega pertinente, alimentaria corpo, alma, ego........ é inspirador ver a ascençao de uma mulher ao excludente/seletivo (?) mundo da moda, sobretudo quando seu mundo subjetivo carecia de tudo que pudesse lhe remeter ao cheiro, as texturas, cores e formas que a consagraram....mas, o preço que a mulher VANGUARDISTA paga por nao ser filha do seu tempo, assusta EM QUALQUER TEMPO....
E, em se falando em mulheres, vi JULIE E JULIA.... também, baseado em duas historias... duas mulheres desafiando o tedio do cotidiano, cada uma a seu tempo, a seu modo, insatisfeitas com quaisquer coisas que nos deixam..... uma nos livros outra nas teclas de um pc... as duas seduzidas pelo encantamento de coisas simples que nos fazem felizes....
ANGELA R.
quarta-feira, 24 de março de 2010
COMPORTAMENTO: música que gosto....
http://www.youtube.com/watch?v=9g-HE3fpHcU&feature=related
aqui a versào o original http://www.youtube.com/watch?v=Xc_ZNWBx7-M&feature=fvw
ANGELA R.
sábado, 20 de março de 2010
COMPORTAMENTO: Minhas coisas que são minhas...
Metade de mim é razão, a outra também,
ambas arrogantes, pretenciosas e excessivamente contrárias à parcimônias...
Tenho partes altruistas, sofro as dores do mundo, sofro as minhas dores....outras partes, sensíveis que são, sentem as dores do não vivido, do não compartilhado, do conflito irresoluto...
Um lado, quer ser grande, madura, crescida, o outro, já cresceu, já amadureceu....
Sinto pedaços de mim, pulsando os segundos da vida, e outros ávidos pelos que virão... Tenho lados carentes, solitários, eternamente insatisfeitos... talvez reflexos de um outro que sabe desconhecer o que quer...
Partes, pedaços, lados...
são diálogos, conflitos, defesas apaixonadas, guerras quase sempre declaradas...
sendo partes, não me completo, não me acabo, nao me reconheço como processo....
estando em partes, busco me completar, me acabar, conhecer a finitude, me descubro a cada instante, me redesenho com o tempo, busco o eterno começo, para não me dar conta dos fins!
deixei de ser partes, agora, me sinto em partes e talvez em paz!
Os conflitos são meus, não teus, sào minhas coisas que são minhas!
Angela R. /noite de aniversário!
quinta-feira, 11 de março de 2010
CINEMA: AVATAR
segunda-feira, 8 de março de 2010
COMPORTAMENTO: 8 de marco
Que dia é hoje?
um dia, eu soube
hoje me foge
Hai-kai de Paulo Leminski
PS. se quiser saber algo sobre hai-kai veja aqui http://www.naoser.hpg.ig.com.br/hai-kai.htm.
sábado, 6 de março de 2010
ARTE: .... e guerra

sexta-feira, 5 de março de 2010
COMPORTAMENTO: minha mãe esteve aqui...
Angela R.


