terça-feira, 26 de abril de 2011

COMPORTAMENTO: sobre o casamento da princesa


































Como amante da Moda, estou na expectativa para analisar as escolhas de uma princesa... a estilista e o vestido da noiva e de outros ilustres muito, muito me interessam!!

Em termos comportamentais, sou adepta de tradições, tenho uma memória afetiva vinculada a valores há muito em desuso,mas, meu senso crítico anda meio perturbado com esse casamento.

Ainda que na expectativa quanto as produções simbólicas do casamento, estou na torcida para que a princesa nos surpreenda com novidades pois, nada mais arcaico, obsoleto, antidemocrático e demodé que monarquia, rainha, príncepes e princesas!!

Do ponto de vista político seria mais interessante se o século XXI tivesse destronado esses arcaismos políticos e mantido apenas a ludicidade dos contos de fadas na literatura e no cinema; ambos já criam fantasias das mais capciosas, mas cada uma de nós que pague por elas....

Angela R.

terça-feira, 19 de abril de 2011

COMPORTAMENTO: fazendo as pazes com o tempo....












Há tempos não escrevo, tem me faltado tempo mas, preciso dizer: o tempo tem sido meu aliado, minha confirmação de escolhas feitas sem muito tempo...

Viviane Mozé traduz lindamente nossos rancores e amores com o TEMPO e nos sugere uma deliciosa reconciliação:

Quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele
soprando sulcos na pele soprando sulcos?
o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma
(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)
acho que a vida anda passando a mão em mim.
a vida anda passando a mão em mim.
acho que a vida anda passando.
a vida anda passando.
acho que a vida anda.
a vida anda em mim.
acho que há vida em mim.
a vida em mim anda passando.
acho que a vida anda passando a mão em mim
e por falar em sexo quem anda me comendo
é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás
um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos
acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando.

VIVIANE MOZÉ é filósofa e poeta, e se quiser ve-la recitando esse poema clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=IaMe68Xsu40&feature=related

ANGELA R.

domingo, 30 de janeiro de 2011

COMPORTAMENTO: fim de férias!!!!!!!!!!!! aqui e acolá...







Incrível como a vida parece previsível, sabemos o início e o final de muitas das nossas experiências, dos nossos compromissos, dos nossos momentos....calculamos, programamos, nos surpreendemos, nos frustramos, mas a impressão é que somos realmente donos de nós mesmos ..... Somos guiados por calendários e ponteiros que nos impoem horas, dias, meses, anos e as vezes quase nos convencemos de que a vida é mais ou menos o que vivemos nas últimas agendas e últimos relógios... LEDO ENGANO!!
Sabemos os dias de início e término de nossas férias e um pouco mais que isso! Mas há mudanças tão radicais e inesperadas que nos poem à prova ...
A previsibilidade é tão austera que dura pouco, assim como as férias de verão...
Votos de boas horas, bons meses e boas surpresas nesta PRIMEIRA POSTAGEM DE 2011....
ANGELA R.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

COMPORTAMENTO: revendo amigos ...

Estive com a Rose Rado!!
amiga, querida, ainda mais depois de dez longos (?) anos....
Incrivel como ha pessoas que são importantes e perseveram no cuidado com seus elos ... A Rose Rado, é uma dessas pessoas, ela cuida - independentemente da ausência de alguns anos - do vínculo que estabelecemos em algum momento... nossas diferenças ideológicas, intelectuais, estéticas sempre nos uniram em longas conversas que jamais chegariam a concensos....

Estar com ela novamente, me fez feliz...
ANGELA R.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

COMPORTAMENTO: o olhar do artista....

Estive entre amigos de amigos. Entre eles, um desconhecido para mim, suado, cansado, recém chegado de um lugar qualquer. Com um olhar triste cantou. Mas, nào foi um simples cantar. Foi, na minha interpretação sempre carregada de parcialidades, uma demonstração ousada de talento escondido, até mesmo para o próprio cantador. Ninguém o conhece, certamente poucos o aplaudem, mas artista que é artista, tem algo que prescinde de aplausos.... o cantar dele me tocou profundamente!
Certamente sei onde encontrar o artista com seu violào, mas o mundo dele é real demais ... não caberia aqui.

a musica pode ser ouvida aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Akxbt5shovw&feature=related

para quem nào gosta do gênero, vale pela poesia:

O som da viola bateu
No meu peito doeu
Meu irmão
Assim eu me fiz cantador
Sem nenhum professor
Aprendi a lição
São coisas divinas do mundo
Que vêm num segundo a sorte mudar
Trazendo pra dentro da gente
As coisas que a mente
Vai longe buscar
Tem verso que fala e canta
O mal se espanta
E a gente é feliz
No mundo das rimas e trovas
Eu sempre dei provas
Das coisas que fiz
Por muitos lugares passei
Mas nunca pisei em falso no chão
Cantando interpreto no chão
A poesiaLevando alegria onde há solidão
O destino é o meu calendário
E omeu dicionário
É a inspiração
A porta do mundo é aberta
Minha alma despertaBuscando a canção
Com minha viola no peitoMeus versos são feitos
Pro mendo cantar
É a luta de um velho talento
Menino por dentro
Sem nunca cansar
(Composição Tião Carreiro)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

COMPORTAMENTO: dicas testadas para um bom Natal...

vi meus amigos
amei o outro


fiz compras




fui a uma quermesse





quebrei protocolos




enfeitei minha casa








dominei minha soberba






pensei sobre tudo isso



Escrevi há algum tempo um artigo sobre tendências para um site de moda e comportamento (http://www.fashionbubbles.com/comportamento/tendencia-na-pos-modernidade/). Naquele momento exaltei a memória afetiva que parece presente até mesmo entre os mais desmemoriados, e no paragrafo conclusivo escrevi que:
"Nada mais moderno e atual que exaltarmos sentimentos, sensações, relacionamentos, relações, cumplicidades, fragilidades, inseguranças. Não ter que ser super herói é realmente apaixonante. Não ter que ser super em quaisquer sentidos essa é, a meu ver, a tendência dos próximos anos! E que não sejam poucos…"

Modéstia sempre à parte, considero esse um dos meus melhores artigos. Penso que a crença na tese que defendemos é sempre determinante na qualidade do que escrevemos.
E, como estamos no momento do ano em que nos permitimos ENXERGAR o outro e a nós mesmos com um pouco mais de sensibilidade, vale aqui eu renovar, numa argumentaçao prática, aquilo que tentei defender teoricamente no referido artigo.

DICAS (testadas) PARA DESACELERARMOS E RESSIGNIFICARMOS O TEMPO NESSE TEMPO DE NATAL:

1 Nada mais atual que darmos vazào à nossa humanidade, nos permitindo sentir amores, saudades, necessidade de ombro, de colo e da inteireza do outro;
2 Somos vulneráveis e fatalmente já estamos nos cobrando sobre o que fizemos e o que continuaremos a fazer, reflir sobre isso com objetividade sem negligenciar nossa INTEIREZA pode ser bastante interessante;

3 ter é fundamental, é bom comer, beber, ter conforto, carro, roupas, SAPATOS, perfumes,casa..... conforto material tem seu preço....... SER é ainda mais fundamental, ter lucidez, serenidade, paz .... conforto existencial também tem seu preço - aliás alt'issimo, diga-se de passagem - pode ser conquistado mas requer açao ...

4 o poder da contemplaçao só é sentido se dominarmos nossa soberba!!
5 um Papai-Noel - ou algo que o valha - na porta de casa, nos faz lembrar quando entramos e quando saimos, que somos UM porque existem OUTROS...

6 perder o medo de sermos demode, de quebrarmos protocolos, de sermos mais autenticos - 'e a meu ver, uma dos melhores ganhos ...
7 prestar atencao a nossa volta, a nossa comunidade, um - BOM DIA! BOA NOITE! , um passeio na quemesse do bairro, pode ser interessantissimo!!!!

8 fazer reuniao com amigos, amigo secreto, dividir um vinho, uma cerveja, curtir qualquer coisa passivel de ser compartilhado fortalece lacos afetivos - e eles s~ao sempre vitais!!!!!!!
9 ....
10 .....
11 ...........
e que lista interessante, assim que testar as demais eu continuo!
Angela R.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

COMPORTAMENTO: (?)

"OS DOIDOS SÓ VÊEM O ESSENCIAL" (C. Portinari).

Angela R.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MÚSICA: se sente não se comenta (?)

Sempre me privei de escrever algo sobre música, por vários motivos:
1) sou ignorante no assunto.... estou sempre desatualizada.... isso é regra e, infelizmente, fato!
2) sou eclética demais - talvez um pecado capital por denotar falta de critérios ou de cuidado para se discernir o bom do ruim...
3) Ouço qualquer tipo de música - MPB, clássica, cult, kitsh - sem nenhuma cerimônia;
4) Sou tão senso comum, que concordo plenamente que há sempre uma hora oportuna para se ouvir musicas de gosto discutível ...
5) Ouço sempre a música preferida do outro contanto que me permitam não gostar;

Mas apesar dessa miscelânia e falta de objetividade, gosto da música que me toca, e que prescinde de comentários, justificativas, contextualizações, racionalizações........Fui a um concerto Da Orquestra de Ribeirâo Preto, ouvi Schubert, Caccini, Bach, Secret Garden....

vale a pena ouvir: Secret Garden - Down of a new century : http://www.youtube.com/watch?v=A87SLaCuwIo
Angela R.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

FILME: COMER, REZAR, AMAR...

Há tempos descobri as delicias do comer por prazer!!!
Me aventurei entre temperos, sabores e misturas pouco palatáveis aos que nào ousam se aventurar. Me aventurei a tal ponto que hoje qualquer massa feita em minutos me dá prazer, do cozimento à degustaçào, parece pouca coisa, mas é muito prazer!

Se rezar é um verbo pouco conjugado , melhor as reticências, que aliás, sào sempre muito, muito recorrentes nos meus textos. Penso que privar o eventual leitor de informações muito íntimas, é respeitoso ... e penso também que o rezar pode ser pouco conjugado justamente por estar sempre no presente, existem várias formas de fazê-lo...

E como diria Carlos Drummond de Andrade, "Que pode uma criatura senão,entre criaturas, amar?". Corpo e alma alimentados apenas subsistem se o amor não estiver presente, ainda que em conjugações pretéritas... mas, na busca de conjuga-lo no agora, vale tudo, de idas e vindas à Europa, à Ásia, à praça mais despretenciosa do bairro....nem sempre é preciso ir tão longe e quanto mais perto, mais rapidamente se conjuga, se eterniza...

O filme é interessante sobretudo por abordar o quanto a busca por si mesmo requer coragem. Escolhas requerem muita coragem. Sair da zona de conforto, por mais desconfortável que ela possa ser, requer muita ousadia! Buscar a verdade no paladar, na transcendência e no amor requer muita, mas muita ousadia!! O correr riscos pode ser decisivo para nos tirar do ostracismo.
Aparentemente comer é menos arriscado que rezar. Rezar pode ser muito mais tranquilizador que amar, mas "o desequilíbrio do amor, faz parte de uma vida equilibrada"...
Nào li o livro, mas o filme é leve e por isso, inspirador até...
Angela R.

sábado, 2 de outubro de 2010

MODA: finalmente um suspiro....


Há tempo não escrevo, especialmente sobre moda.... falta de tempo e sobretudo de foco, mas apesar de novas coisas e coisas novas, as verdadeiras paixões continuam intactas...
A última postagem que escrevi sobre moda referente ao SPFW primavera/verào 2011, foi impublicável.... achei tudo desinteressante, desde as referências às cores, texturas e formas. Não me causaram nada, nem espanto, nem susto, sem estranhamento e, diga-se de passagem, coleção na passarela deve nos tirar no mínimo um suspiro, senão o fôlego.
Hoje, ao ver as criações de Pedro Lourenço na semana de moda Francesa (Verão 2011) me surpreendi, não apenas com a ousadia dos materiais (couro e tule) mas sobretudo com o design arrojado e pouco previsível. De suspiro em suspiro, vi em suas criações algo naturalmente criativo, sem os excessos que denotam claramente a falta de foco do criador!!
E ele que tem apenas 20 anos....
Angela R.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

FILME: cinema, teatro e algo mais....











Revi, mais amadurecida, um dos filmes que lista entre meus favoritos: As pontes de Madison!
A tônica do filme recai sobre as dores de escolhas não assumidas, não vividas, que têm o poder de se tornarem uma contingência pretérita, mas quase absoluta....
O que vale a pena rever, não é apenas a interpretação de Meryl Streep, a melhor dentre todas as que ja vi, mas também o quanto a maturidade pode nos reservar surpresas únicas que apesar da demora, fazem valer uma vida...
O filme nos faz pensar em várias coisas de ordem íntima e pessoal:
a. a maturidade minimiza, e muito, nossos medos;
b. existem experiências tão decisivas que requerem a descoberta de em Eu, até entã0 completamente reprimido, negado ou simplesmente negligenciado;
c. a sensibilidade (visual, olfativa, auditiva, tatil...) nao morre, ainda que nao cuidada;
d. a constância da estabilidade acalma o corpo, por quase matar a alma....
e. a estabilidade de um amor alimenta um corpo e faz sorrir a alma...
Revi o filme para ver a peça ... a experiência do teatro é sempre linda, a sensualidade de Marcus Caruso como protagonista, é demais.... mas, a adaptação nào me agradou, perdeu no palco o que mais emociona na tela. Só vendo para saber a que me refiro!!

Angela R.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

COMPORTAMENTO: voltando melhor...








Viajei no feriado, e foi especial.

Entrei em contato com pessoas que me abasteceram a alma por vezes carente de contatos desprovidos das vaidades que nos esvaziam ... Vi gente se tocando sem malícia, se falando despretenciosamente, se alimentando á beira de um fogão sempre a cozer o próximo prato... Senti gente por perto o tempo todo por mero prazer e não por convenção...Conversei com outras mais que, muito longe dos conceitos e léxicos acadêmicos, me deram aulas de bem viver...
O distanciamento da "complexidade acadêmica" pode nos tornar mais sábios inclusive para nos reaproximarmos dela.....
ANGELA R.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

COMPORTAMENTO: ...o melhor de Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.



Do livro "Para Viver Um Grande Amor".

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

FILME: Tudo pode dar certo...


O título sugere uma comédia romântica com final feliz, MAS, é um filme de Woody Allen; tem o final feliz mas o que prevalece é um convite a algumas reflexões perturbadoras... de questões existencialistas a questões afetivas que nos atormentam a todos, o filme começa tenso e termina deliciosamente leve... contando com artificios que nos grudam na tela e quase nos fazem dialogar com o protagonista, Woody Allen nos tensiona explorando insatisfações amorosas, sexuais e ideológicas para logo em seguida nos agraciar com as mesmas insatisfações sendo curadas pela delícia da simplicidade do amor, do sexo e dos ideais genuinos,despretenciosos, não estereotipados!
Eu, gostei muito!!


ANGELA R.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

FILME: Verônica deseja morrer....





Vi esse filme há alguns dias.... achei o título mórbido mas quis conferir.... hoje senti vontade de falar sobre. O enredo trata basicamente do quanto o DESEJO é vital... é ele que nos alimenta, nos revigora e nos dá a certeza de que no amanhà algo novo pode acontecer.
O futuro deixa de ser assustador quando nos percebemos desejosos de algo que podemos ter.....basta que façamos por merecer....
A personagem do filme não tinha tudo, como era de se supor por sua condiçao familiar, material, profissional.... de seu vazio existencial nasce a decisão de negar a vida!
Sem incorrer em clichês - pelo menos no filme, já que nào li e nào lerei o livro - o filme tem no amor o antidoto, o curativo da alma....Numa trama que envolve distúrbios emocionais, psicológicos e existencias o que prevalece mesmo é uma receita muito simples e certamente eficaz, de dar vida ao melhor que ela nos pode oferecer....
E bom que vendo a trama abstrai a autoria, assim como muitos nào gosto de Paulo Coelho....
Esse filme, visto há mais de 20 dias, hoje me remeteu a um conceito dos mais interessantes:RESILIêNCIA!! Esse termo emprestado da física, pode ser entendido no contexto comportamental como nossa capacidade de voltarmos ao pleno EQUILIBRIO depois de muito estresse e pressão emocional...
Eu recomendo o filme, MAS SOBRETUDO UMA DOSE DE RESILIÊNCIA !
Angela R.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

FOTOGRAFIA: luzes...

Até as coisas menores requerem tempo! Finalmente voltei a fotografar...
Essas sào da minha última viagem!



Eu gostei bastante!! o fogo tem uma carga simbólica interessante!!




















ANGELA R.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

ARTE: Coleçao Nemirovskyi, olhando para os modernistas me senti arcaica...


A Coleçao Nemirovsky - iniciada na década de 1960 pelo casal José e Paulina Nemirovsky- conta com telas de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Lasar Segal, Volpi e Portinari, para citar apenas alguns dos modernistas que a constitui. Emociona a proximidade com algumas das obras que revolucinaram a arte brasileira. Aliás, já disse em outros momentos que artistas e cientistas de maneira geral, merecem toda nossa reverência. Nosso débito com eles é impagável.
Pensar sobre as telas que vi, seria comprometer o prazer que senti ao ver... então, melhor me reportar à Fernado Pessoa: "PENSAR É ESTAR DOENTE DOS OLHOS"...

Angela R.

domingo, 30 de maio de 2010

CINEMA: CHLOE... O preço da traição



Estava muito a fim de ver esse filme por dois motivos: acho instigante quaisquer temáticas referentes à complexidade que é o comportamento humano e também porque gosto de tudo que a Julianne Moore faz, é uma das minhas preferidas.

O filme é de extremo bom gosto, é sensual ao extremo e o roteiro me prendeu na cadeira como poucos. Me fez pensar - e muito - no quanto somos estranhos quando muito vulneráveis e no quanto nossas suspeitas nos fragilizam.Isso em quaisquer situações e independentemente de gênero, me parece algo universal, na suspeita da perda podemos nos perder completamente.
Parcialidades à parte, o certo é que o título em português é uma tragédia. O preço da traição é um título que sugere uma abordagem maniqueísta, inclusive dos desejos e fragilidades humanas o que, a meu ver , pode contaminar drasticamente a interpretaçao do filme. Outro ponto que não poderia deixar passar, é que as vezes o diretor - no caso Atom Egoyan - exagera nas artimanhas quando nao quer que percebamos de imediato algo que só pode se desvelar ao término da trama.
Embora a homosexualidade seja uma das tônicas do filme, o diretor não recorre a clichês. A naturalidade com que a plástica do afeto é mostrada é, em quase todo o filme bastante sutil, o que o torna ainda mais sensual. Pena que a única cena mais "picante" das protagonistas se estende mais do que deveria e, talvez por isso, não convence.
Assim como o título, o final do filme poderia ser melhor... certamente foi o que inspirou seu título em português.
Apesar dessas ressalvas, gostei muito do filme e com certeza recomendo!!
Angela R.

sábado, 29 de maio de 2010

COMPORTAMENTO: filosofando com RADIOHEAD e Marcia Tiburi












Fui a um café filosófico com Marcia Tiburi. Que surpresa boa ver uma mulher bonita, inteligente, descolada e filósofa!! isso, para os iconoclastas é o máximo!! A associação de mulheres bonitas e muito conteúdo intelectual parece surreal para muitos.... gostei muito, não quis participar com questões, porque ela estava sendo muito didática e respeitosa com o público e talvez eu nào conseguiria me fazer tão clara.... apesar do incômodo que isso me causa, resisti bravamente!!!

Dentre as temáticas abordadas estava, como era de es esperar, uma análise existencialista do homem contemporâneo.... me incomodou a análise pouco dialética que ela fez ao insistir na vitimizaçao social e no papel que as tecnologias representam hoje no esvaziamento dos indivíduos.... não gosto dessa unilateralidade......mas gostei do que foi dito, para os iniciados ali, certamente ela deixou seu recado ... além claro, de ter conquistado meu respeito e admiração...... falou dos frankfurtianos, de Debord, e isso foi bem legal ..... são boas referências de leitura.... Dentre os momentos de reflexão surge Radiohead, com Fake Plastic Trees... mais uma escolha feliz.....
vale a pena ouvir aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=CwEeGeLn1E4&feature=related

e pensar sobre:

Um regador verde de plástico
Para uma falsa planta chinesa de borrachana
Terra artificial de plástico
Que ela comprou de um homem de borracha em uma cidade cheia de planos de borracha
Para se livrar de si mesma

Isto a desgasta, isto a desgasta
Isto a desgasta, isto a desgasta

Ela mora com um homem quebrado(sem dinheiro)um homem de poliestireno rachado que só se esfarela e queima
Ele costumava fazer cirurgias em garotas de oitenta anos mas a gravidade sempre vence

E isto o desgasta, isto o desgasta
Isto o desgasta, isto o desgasta

Ela parece ser real
Ela tem sabor de real
Meu amor artificial de plástico
Mas não posso evitar o sentimento
Eu poderia explodir através do teto se eu simplesmente me virar e correr

E Isto me desgasta, isto me desgasta
Isto me desgasta, isto me desgasta
Se eu pudesse ser quem você queria
Se eu pudesse ser quem você queriao tempo todo, o tempo todo


Angela R.