domingo, 24 de maio de 2009

FILME: porque ver Party Monster?


"Quando algo é bonito, automaticamente é verdadeiro"

... em se falando de paradigmas, Party Monster é uma festa para nossos conceitos, depois de ver Hair esse torna-se obrigatório.... homosexualidade explícita, cenas energizadas com muitas drogas e um pouco mais de exctasy... os delírios maximizam de forma subliminar(?) a calmaria que subjuda a ludicidade do cotidiano.... a decadência dos protagonistas nos faz pensar se ser apenas coadjuvantes é satisfatório.... o figurino é belissimo, a trilha sonora interessante; a atuação de Macaulay Culkin faz dele um ser repulsivo, fragil, inocente, indecente, ingênuo e poderoso....tudo isso amalgamado, faz dele e do filme como um todo, referencia obrigatória para os provocadores dos novos "monstros" que nos assombram diante do tédio que acomete o mais do mesmo mas se acovarda na calmaria...


"Quando algo é bonito, automaticamente é verdadeiro" (?).

FILME: porque re(ver) HAIR...





poderia ser simplesmente porque depois de Ghoethe, de Flaubert, e outros do gênero, a mente queira descansar, mas a verdade, é que Hair descansa a mente, relaxa o corpo, mas nos assegura a experiência do "ócio criativo" ..... o filme termina, algo fica em nós.... nos perturbando mas com toda sutileza que o prazer requer... nessa perturbação silenciosa, ora pensamos na dor de se quebrar paradgmas, ora refletimos sobre o prazer de poder fazê-los..... o ganho intelectual q pode nascer, pode ter os traços dialeticamente familiares.... a sensação de déjá vue é inevitável - não só por estarmos revendo as cenas, claro...

DICA DE LEITURA: odeio textos de auto-ajuda...

realmente não gosto, não leio, deleto os emails suspeitos, acho um desserviço, etc etc etc... mas, q chatisse se não houvesse excessões..... estariamos a priori certos em muitas coisas sem termos tido a chance de chegarmos por nós mesmos às nossas próprias certezas.... racionalizações sempre á parte... li, refleti sobre, e reafirmei minhas paixões, meus inúmeros romances simultâneos mas, absolutamente fiéis....

muitas vezes há coisas insuspeitas nas obviedades...
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QUEM É O SEU AMANTE?
(Dr. Jorge Bucay - PSICÓLOGO - tradução do original 'Hay que buscarse unAmante')

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia,pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios,onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: 'Depressão', além dainevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhumanti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam: 'Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!' Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico oseguinte: AMANTE é 'aquilo que nos apaixona', é o que toma conta do nossopensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nosimpede de dormir.O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que aconteceà nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...Enfim, é 'alguém' ou 'algo' que nos faz namorar' a vida e nos afasta do triste destino de 'ir levando'.

E o que é 'ir levando'? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a formacomo os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular porconsultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que égratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, ése aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com achuva.Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo secontentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã*. Por favor, não se contente com 'ir levando'; procure um amante, seja tambémum amante e um protagonista ... DA SUA VIDA!

Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca seesqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver. Por isso, e sem maisdelongas, procure um amante .

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental: 'PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA

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e que se for o caso, que peguemos novamente nos pincéis, reabramos os livros, vejamos filmes, colecionemos sapatos, busquemos amor....... colecionemos amantes q a paz indiscutivelmente reinará em nós.... Amém!

domingo, 17 de maio de 2009

FILME: porque assistir AFINIDADES ELETIVAS








Afinidades eletivas....
Novamente os clássicos da literatura universal... Mas agora Ghoethe!A principio fiquei pensando no titulo que, aos meus ouvidos soa lindamente, e talvez por isso quase me fez crer que veria outras cenas...na trama as afinidades não são eletivas como na vida também não, na trama os casais se unem apesar de todas as desuniões que a união lhes traz ... o filme deixa a desejar, é pouco interessante, lento, quase sem cor, não gostamos dos personagens, das afinidades, da forma como termina....mas terminamos lembrando que Ghoethe é dono de um léxico mortal, matou com palavras! Poucos têm tanto poder....
Certamente por isso vi até o final.


Para quem não sabe vale a pena conferir:
http://www2.uol.com.br/JC/_1999/0509/cc0509e.htm

sábado, 16 de maio de 2009

FILME: A professora de piano...





A Professora de Piano, é um filme para poucos.

É visceral, indigesto, feio, mas indiscutivelmente perturbador.
O diretor é fantástico, nos prende mesmo nos enojando a cada cena; a atuação de Isabelle Huppert é fascinante; a personagem prescinde de palavras para nos fazer ouvir um corpo em desespero, judiado, embotado, impossibilitado da fruição. Tudo nele é proibido, cerceado, a abstinência que o aflige maximiza uma existência indiscutivelmente cartesiana;
A pianista dá á sua existência metafísica o melhor dos alimentos e mortifica seu corpo da forma mais vil e auto-destrutiva. Tira-lhe o direito da fruição, do prazer, do êxtase, da calmaria que apenas um toque pacífico pode assegurar. Ela o violenta o tempo todo e busca no outro apenas a possibilidade de se tornar o nada...

Talvez ter vivido na bela vista explique algo... talvez!
Lê, valeu!

domingo, 3 de maio de 2009

FILME: Madame Bovary













Século XIX! Não sei porque mas os filmes desse periodo sempre me fascinam apesar de todas as adversidades decorrentes da moral burguesa, conservadora, apesar da incompletude de indivíduos ávidos por se auto-construirem ... o homem provedor absoluto, a mulher credora incondicional do amor romantico...

Na adolescencia era absolutamente seletiva nas minhas leituras. Li Madame Bovary de Flaubert. Não tenho nenhuma lembrança do livro... ainda não sei onde guardo minhas memórias literárias.... tantos clássicos da literatura universal foram lidos, todos esquecidos mas creio que ressoam em mim de alguma forma... hoje o filme me fez sentir algo já sentido.

Madame Bovary nos faz sofrer a dor da insatisfação com as limitações não só circunstanciais que nos acometem ... a dor dela retrata algo familiar, sua humanidade nos toca profundamente, chega a incomodar, tudo é lento na trama e essa lentidão maximiza o incômodo que não acaba com o fim do filme...

A mediocridade é um personagem importante na trama, contamina Madame Bovary que morre, mas por outras dores.

Ao determinismo da mediocridade contrapôe-se uma mulher que não cabia no seu mundo, apesar da percepção confusa de seus desejos, sabia que pertencia a um mundo que não era dela.

Madame Bovary ja nasceu cansada. Viveu insatisfeita, traiu, mentiu, se resignou, fugiu para os mesmos lugares, morreu a cada dia mas perdeu a vida livremente. O embate entre determinação e liberdade talvez seja um ponto interessante do filme. A determinação histórica, geografica, sexual, fez dela uma infeliz por ter- ainda que de forma embrionária - o desejo de ser dona dela mesma.
Talvez isso explique o mal estar.

O filme vale sobretudo por nos por a prova. Sentir prazer com a lentidão sofrida nos dá tempo para pensarmos com alguma lucidez.

vale a pena ver pelo menos a resenha do livro para entender sua importãncia na literatura universal, não ha como dimensionar o filme sem ter a dimensão de Flaubert.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

FILME: Austrália....

o casal

o aborígene






Desnecessariamente longo.
Quase 3 horas de filme...
me cansou tanto que não restaram energias para escrever sobre...
Adoro Nicole Kidman,
Hugh Jackman é realmente sexy (comentário tipico de neuronios cansados senão inexistentes ...rs...)
mas quem emociona é Brandon Walters (12 anos) ...
é um épico, uma saga, mas das duas uma ouo diretor Baz Luhrmann não tinha genero definido ou tenta deliberadamente incorporar vários ...
Gostei do filme! milhôes de ressalvas, mas com muita preguiça de enumerá-las.... só vendo p saber!!


terça-feira, 21 de abril de 2009

EXPOSIÇÃO: Réplicas de Da Vinci

me desculpem, mas tenho que dizer sem querer ser ofensiva ou anti-acadêmica: eu acho Leonardo da Vinci o máximo.....

Fui nesse final de semana a uma exposição de algumas réplicas de suas invenções.... as pessoas olhavam,
eu olhava, lia, estudava cada detalhe. Demorei algumas horas, foi puro prazer, fotografei milhares de ângulos... achei realmente inspirador imaginar a percepção que um gênio tem da realidade, a grandeza de seus intentos. O sorriso da Monalisa... as correntes, os parafusos, os barcos de guerra, a ponte móvel, o homem voador, a bicicleta, ah, o que é aquele sorriso?


postarei as fotos em breve!


Vi há algum tempo um filme sobre Da Vinci que vale a pena:
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=14075

como a exposição acabou, bom filme!

FILME: O clube de leitura de Jane Austen






























essa seria uma indicação exclusiva a mulheres, mas melhor evitar unidimensionalidades, Marcuse não me perdoaria....

O quotidiano tem o poder de embotar nossa sensibilidade. Corremos o risco de nos alimentarmos de sensações contaminadas por impurezas da percepção tátil; de nos deixamos seduzir pela visão desprovida da acuidade necessária para enxergarmos o que vemos; corremos o risco de perdermos a capacidade de abstrair os ruídos que colapsam comunicações de todos os tipos e de confundirmos malbec, cabernet salvignon, carmenere. Cheiros e gostos perdem as especificidades, denunciando as fraquesas até mesmo de um sommelier ....

Nessa confusão, que pode acometer a todos, surgem mecanismos interessantes de defesa do mimetismo da pirataria de vinho, de cheiro, de gostos, de textura, de pessoas...

Mas a confusão pode estereotipar, e a estereotipia confundir, ai o circulo é eterno... Pedem-se parâmetros: trocam-se pessoas por bichos, fantasia pela realidade, aventuras por amores, estabilidade por satisfação, solidão por insatisfação....

O CLUBE DE LEITURA DE JANE AUSTEN (2008) explora tudo isso lindamente. Brinca com as palavras e as tramas pessoais de forma absurdamente simples. Talvez isso assegure ao filme um tom de sofisticação nem sempre visto...

Difícil não se identificar com alguma delas,

Eu adorei!!

sábado, 18 de abril de 2009

FOTOGRAFIA:bichos de Americana/SP...


sempre gosto da forma como eles posam!!








domingo, 5 de abril de 2009

INDICAÇÃO DE LEITURA: outro artigo MEU!!







Por mais que assuma coisas.... escrevi e já foi publicado mais um artigo sobre Moda no site ttp://www.fashionbubbles.com/, precisaria lapida-lo ainda, mas publiquei!! Na verdade, será interessante para poucos, porque simplesmente relato, de forma didática, parte de um percurso intelectual proposto a uma orientanda do curso de Moda no semestre passado. ah! o assunto?? o kitsch na moda contemporânea.

CULINÁRIA: outro risoto







Na verdade ia fazer uma macarronada ao sugo com um molho italiano que tinha acabado de comprar... mas, mudei de idéia no meio da receita e virou esse risoto, delicioso:
a alquimia ocorreu nessa ordem:
azeite
alho em pasta
carne moida
páprica picante
azeitonas picadas
cebola
sal
suco de laranja
quando o suco estiver quase secando:
arroz próprio para culinária italiana
e água
mais água
um pouco mais de água
para fizalizar, um pouco de creme de leite e muito queijo ralado....

para acompanhar, uma salada de rucula, tomate seco e um vinho tinto cabernet, é perfeito!

eu gostei!!

domingo, 29 de março de 2009

FILME: Vick Cristina Barcelona















Para quem viu Os fracos não tem vez (2007) certamente se impressionou com o aspecto grosseiro e asqueroso imcorporado por Javier Bardem.... sua aparência e seu ser como um todo jamais despertaria, sobretudo na grande maioria das mulheres das quais obviamente me incluo, nenhum indicio de sedução...
Mas, corroborando lindamente o que disse na postagem anterior, a arte elimina completamente os resquicios de repulsa e assegura ao mesmissimo Javier Bardem um poder de sedução verdadeiramente irresistível... termimamos querendo ir para barcelona, mas sem Vick...sem Cristina... sem Maria Elena...totalmente desacompanhadas, mas com encontro marcado ...
A arte muitas vezes lapida algo intocado por outras produções, alimenta o ser de um algo mais que nenhum outro atributo - sobretudo físico - consegue desbancar... o desejo é incitado até mesmo pelo ser que assume verbalmente e no momento mais inoportuno seus intentos mais indecentes....

Não admiro como tantos Penélope Cruz...
Gosto sempre de Scarlett Johansson...Barcelona sempre foi um sonho de consumo...Javier Bardem me remetou a outros enredos....

Não é tudo o que disseram, nem mesmo o beijo delas... a mim passou até despercebido....

Mas dependendo dos enredos pessoais, vale muito, muito a pena. Eu, gostei, e que me desculpem a parcialidade!!






sábado, 28 de março de 2009

FILME: Fatal....















O tempo (d)e um casal...



Superlativizar o futuro em detrimento do agora, aparentemente minimiza a irracionalidade da fuga... a diferença do tempo os uniu, os separou, os uniu novamente quando ela imcompleta,vulnerável, assegurou a completude dele...

Quando aparentemente o abismo é abissal, lá está ela - a Arte - como sempre eficaz para aproximá-los, sua linguagem traduz muitas vezes o inefável e possibilita o encontro de almas aparentemente desencontradas pela miopia causada pela beleza exterior.
A arte dá a ele o que na cabeça dele o tempo tirou... para ela, a arte acrescenta o que com os anos ele ganhou... mero detalhe que destrói castelos....a música, o abrir os livros, o mostrar as telas de Goya, o discurso claro, a riqueza do léxico, e claro o fascinio da fotografia... tudo isso amalgamado, difícil acreditar, mas não lhe permitiu enxergar com clareza seu objeto de desejo.... não enxergou por dentro, apenas por fora!

Ela teve q perder uma parte dela, para ele ganhar confiança no todo dele....ela teve que morrer um pouco para rejuvenescer os horizontes dele... claro q poderia ser diferente fora da perspectiva da sétima arte! Mas, definitivamente, não foi.

obs. A atuação de Penélope cruz nesse filme é linda... mas não supera a de Ben kingsley...

Maravilhoso esse filme!!!!!! sem nenhuma ressalva.






quinta-feira, 26 de março de 2009

TEMPO:...tic tac tic tac tic tac








não que tenha assumido mais do que deveria, mas preciso de tempo, neurônios e muita, muita criatividade... até me reorganizar, fico em débito, comigo claro.... pq o prazer é sempre de quem escreve!!!!!!!!

logo, o despertador soa de modo estridente, ai, estarei de volta!!

sábado, 21 de março de 2009

COMPORTAMENTO: amadurecer...
















já dizia o filósofo, o fato do sol nascer todos os dias não é suficiente para afirmarmos que ele nascerá amanhâ. Ceticismos a parte, o fato é que não há como fugirmos de algumas certezas. Uma delas é o passar do tempo e as modificações que ele encrusta em nossa existencia. Algumas datas nos servem de parâmetros para referenciarmos o inicio ainda que nunca pensemos seriamente no final. Datas existem e repercutem em nós inexoravelmente.

Comemorá-las acompanhados fisica ou virtualmente de pessoas importantes eis um novo imperativo categórico. Avisar os queridos, lembrar os esquecidos, contar aos que não teriam porque saber.... se apropriar do dia como seu, exclusivamente seu, assumir um egocentrismo exacerbado, querer atenção, ligação, referendas, oferendas, declarações... nesse dia tudo é permitido.

Novas possibilidades surgem como presentes adicionais, e o desejo de não ser o mesmo, ainda que o mesmo seja deliciosamente curtido, torna a possibilidade do amanhâ, ainda mais gratificante. Nova fase, novos projetos, e o encontro, ha décadas preparado com o mundo da arte, da cultura. Finalmente!

livro de fotografia, novidade para os pés, amizades novas estruturadas ...

foi assim, um dia especial.

obrigada aos amigos queridos q compactuaram disso tudo.
Obrigada MARCELA VERSIANI pelo carinho sempre verdadeiro!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

INDICAÇÃO DE LEITURA: meu artigo sobre tendência

Para quem gostou e sobretudo para aqueles que não compactuaram em nada com o que eu disse rapidamente sobre tendência aqui, recomendo meu mais novo artigo para o site http://www.fashionbubbles.com/ no qual ouso até um conceito autoral.

Ousadia ou provocação intelectual? nem eu sei direito, o fato é que acredito no que escrevo ao ponto de publicar e ainda recomendar a leitura... faço muitas afirmações, sempre tento ser provocativa.... a reflexão e a maturidade, sobretudo intelectual, penso eu, sempre nascem do estranhamento. É ele, que nos faz olhar de novo, esfregar os olhos, e prestar mais atenção... nem sempre resolve, mas as vezes vemos muito mais do que previamos. Tem sido assim ... tenho visto tantas, tantas coisas, que é escrevendo e me pondo à prova que testo meus eventuais graus de miopia!!

eis algumas das minhas afirmações no artigo:


"a tendência pós-moderna é o desacelerar da existência, o que denota a necessidade de ressignificação do tempo"

"Em seu sentido mais amplo, conceituo tendência como o espírito do tempo (assim como Dário Caldas), como algo que transcende a realidade instituída e se cristaliza em necessidades e desejos ressignificados pelas novas produções sociais.
Entendo tendência como o amálgama de micros desejos e necessidades consubstanciadas em um macro que se pulveriza nas mais diversas manifestações humanas.
Se na primeira definição tendência é tida como algo que se estabelece verticalmente, de cima para baixo, de poucos para muitos, na segunda temos uma horizontalidade includente que corresponde a desejos e necessidades materiais e metafísicas que emanam da própria atuação do homem sobre sua realidade. ".

eu disse, vale a pena!! (rssss)

sábado, 14 de março de 2009

FILME: Quem quer ser um milhionáro?











Fealdade, violência, miséria e mendicância material e metafísica são a contrapartida de positividades nem sempre explicitadas; talvez pelo simples desequilíbrio talvez porque em alguns casos não há nem progresso relativo!Prevalece involução e barbárie.

Transformar informação em conhecimento tem sido um dos desafios da contemporaneidade, e, penso eu, a imagem midiática pode contribuir, assim como as imagens pretéritas nessa transformação. É ela que nos permite compreender nosso estar no mundo, e nosso poder de responder à desafios muitas vezes enigmáticos. Mas temos que decidir! Se a decisão for acertada evolução, se não retrocesso. O risco é sempre iminente!

Contudo, em caso de sucesso, o ganho pode também confundir, ofuscar, metamorfosear e claro, comprometer nossa humanidade e a verdade de nossos desejos, sentimentos e relações. Propósitos preliminares podem ser esquecidos e revistos sob uma nuance que nem sempre corresponde à verdade do querer.

Em caso de perdas, dependendo de nossas vulnerabilidades, o ganho é sempre certo: ganha-se frustrações, inseguranças, medos, ficamos na defensiva e o risco de não suportarmos é enorme, e o de nos deletarmos completamente maior ainda.

Mas, o caso é que na maioria das vezes o jogo traz algumas possibilidades adicionais. Nem sempre as pistas que surgem são verdadeiras, mas deve-se arriscar. Existem decisões que prescindem de conhecimento racionalizado, apoiam-se em intuições, sentimentos, em relações que conseguiram se sedimentar apesar de atropelos. Se a fidelidade se sobrepoe à torturas aí sim, ganha-se, sempre, e muitas vezes em dobro!

Quem quer ser um milhionário?
Gostei da trilha sonora desconhecida, do enredo que reprimiu por completo minhas distrações, me convenci com atuações de desconhecidos, me solidarizei com a dor do outro e me gratifiquei completamente com um beijo nada hollywoodiano!

O jogo é bastante pesado, alguns perdem a razão, outros a visão, outros perdem muito mais que eu poderia enumerar mas o vazio perturbador, quase absoluto que nos acomete durante a trama é totalmente preenchido ao seu final. Levantamos da cadeira transbordando positividades. Eu, gostei muito.

segunda-feira, 9 de março de 2009

TENDÊNCIA: primeira reflexão

T E N D Ê N C I A
















T E N D Ê N C I A





TENDÊNCIA


TRENDS







TENDER À




TRENDS






T E N D Ê N C I A
TENDENCIOSA? NÃO, EU DIRIA.


Tenho pensado e escrito muito sobre o pós-modernidade porque realmente penso que estamos passando por um momento de reumanização e ressignificação que contempla vários aspectos de nossa existencia individual e social e isso muito me interessa. Moda, decoração, gastronomia, comportamento são a meu ver, áreas que nos ajudam a decodificar muito mais que apenas obviedades. Serei breve, mas o tema requer um artigo.

Hoje muito se fala na obsolescência da ditadura da Moda, a moda de rua invade a passarela e não o contrário. Hoje a roupa pode pode ser vista como uma produção simbólica particular e não mais coletiva. Através dela, explicitamos intenções, desejos, idéias, vulnerabilidades, mas também ocultamos nossa verdadeira identidade se assim o preferirmos, podemos confundir as interpretações se tivermos competência. De qualquer forma, o retorno ao velho, ao vintage, ao retrô a meu ver corresponde a um processo de releitura do vestuário muito instigante que sugere saudade inclusive de algo não vivido. A ausência de verdade, de intimidade, de cumplicidade, de aconchego parace amenizada com uma peça confeccionada por mãos, linhas e agulhas que deixam registros nunca percebidos no pret-a-porter. Roupa com história, com memória parece reumanizar o modelo, ressignificar o corpo, reascender a aura, é realmente interessante. Ao fast fashion, à moda efêmera contrapôe-se a slow fashion, a moda que requer tempo e sugere o perene, a desaceleração.

Quanto à nossos refúgios, nossas casas, vestigios de demolição, retorno de uma materialidade natural, misturas de estilos, de cores, de texturas desbancam a previsibilidade do vidro, do ferro, do aluminio, das combinações... as plantas não habitam apenas o jardim mas todos os cômodos, dão vida a artefatos com longas trajetórias .... móveis customizados, objetos de décadas denotando resquícios interessantes de momentos vividos em outros tempos... quanta saudade... nem sempre se sabe do que! é preciso ter idade para percebe-lo...

O retorno da gastronomia como prazer, como atividade social que reúne ao fogão e à mesa muitas mãos, o educar o paladar para os sabores mais simples denota um requinte antes ofuscado por menus quase indescritiveis em todos e por todos os sentidos .... o fazer, o processo, a alquimia do preparo, o degustar não mais para sanar apenas necessidades biológicas mas também algumas outras que poderiam ter as mais variadas definições.... fazer não apenas para comer me sugere a busca por necessidades que requerem alimentos metafísicos mas muito mais perceptíveis que quaisquer outros conhecidos...

Através da roupa, da decoração e da gastronomia parecemos clamar pelo retorno do que era velho mas, na verdade o que prevalece é a necessidade de cápsulas de humanidade, nem importa muito se industrializadas ou manipuladas, mas que sejam eficazes na cura da artificialidade que passou a imperar há algum tempo em nossas produções, nossas representações, nossas relações, nossa existência!

Que sejam feitas releituras, resgates e que consigamos nos reencontrar ao máximo com o que era velho e que agora, com nossa percepção mais aguçada, se revela eterno, atemporal.... nada mais moderno e atual que exaltarmos sentimentos, sensações, relacionamentos, relações, cumplicidades, fragilidades, inseguranças.... não ter que ser super heroi é realmente apaixonante.Não ter que ser super em quaisquer sentidos essa é, a meu ver, a tendencia dos próximos anos! E que não sejam poucos!